loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 6276
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Mobilização tenta combater reforma administrativa

Sindicalistas discutem medidas que devem tomar, inclusive acionar a Justiça, contra qualquer proposta considerada inconstitucional

Ouvir
Compartilhar
Segundo governo federal, gastos com os servidores alcançaram R$ 390 bilhões ao ano
Segundo governo federal, gastos com os servidores alcançaram R$ 390 bilhões ao ano -

Após a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que a prioridade agora será a reforma administrativa. A medida, conforme adiantado pela equipe econômica, deverá mexer com o funcionalismo público e propor mudanças em questões como a estabilidade no serviço público, redução salarial e carga horária de trabalho. Entidades sindicais já se preparam para lutar contra a possibilidade de perdas de direitos. Somente em Alagoas são mais de 32 mil servidores públicos federais.

“Vamos fazer um grande debate e tomar uma posição. Vamos mostrar que Bolsonaro e o Exército não são os donos do País. A democracia deve prevalecer. Não se pode tirar direitos. Ele tem que respeitar a Constituição Federal”, pontua Jorgelson Veras, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Alagoas (Sintsep-AL).

Ele antecipa entendimentos com representantes de entidades sindicais como a CUT, Conlutas, Força Sindical, CGTB e entidades como os Sindicatos das Polícia Federal e Rodoviária Federal, Sintufal, Sintietfal, entre outras, para iniciarem discussões sobre medidas que devem tomar, inclusive acionar a Justiça, caso necessário, contra qualquer proposta considerada inconstitucional. Jorgelson critica a forma e a tentativa do presidente da República ao apresentar a reforma e tentar passar para a sociedade que os gastos com os servidores são elevados e precisam ser reduzidos. “O presidente Bolsonaro e o ministro da Economia mostram para a sociedade que os gastos com os servidores alcançaram R$ 390 bilhões ao ano, mas não dizem que, deste montante, 41% retornam ao Estado como imposto de renda e previdência, que somam R$ 127 bilhões. É muito fácil jogar a culpa nos trabalhadores”, reforça o sindicalista.

Para ele, no âmbito político, está muito claro que, embora eleito democraticamente, Bolsonaro tem se utilizado de mecanismos que indicam a intenção de se manter no poder, com apoio dos militares, mas que os trabalhadores devem se posicionar contrários a qualquer tentativa de ruptura da democracia.

Shorts Youtube
Play
Carreta da Saúde da Mulher oferece exames gratuitos em Maceió

Carreta da Saúde da Mulher oferece exames gratuitos em Maceió

Play
Vídeo mostra torcedor sendo espancado antes de jogo em Maceió

Vídeo mostra torcedor sendo espancado antes de jogo em Maceió

Play
Feminicídio em AL: mulher é assassinada e ex é o principal suspeito

Feminicídio em AL: mulher é assassinada e ex é o principal suspeito

Play
Hemoal faz apelo urgente após estoque de sangue chegar ao nível crítico

Hemoal faz apelo urgente após estoque de sangue chegar ao nível crítico

Play
Caso da bebida em feira de AL ganha novo capítulo; veja o que foi feito

Caso da bebida em feira de AL ganha novo capítulo; veja o que foi feito

“Ele [Bolsonaro] quer discutir contra a corrupção, buscar o estado mínimo nas costas do funcionalismo público. Tem que tirar dos militares também, mas faz justamente ao contrário. Não gosta e quer acabar com sindicatos e a meta é não dá direito aos trabalhadores e por fim, aplicar um golpe, onde ninguém poderá fazer ou dizer nada, apenas o grupo dele”, acredita Veras. Ele reconhece a necessidade de reformas no País, mas lembra que, antes de sacrificar os trabalhadores, o governo deveria, por exemplo, ter cobrado os R$ 400 bilhões que as grandes empresas devem à Previdência Social. “Ele prefere tirar dos menos favorecidos”, ressalta. Em âmbito nacional, o fim da estabilidade no serviço público, como medida em discussão já antecipada por Paulo Guedes, sob o argumento de que é preciso aumentar a produtividade no setor, a medida em proposição também vem sendo questionada publicamente pelo presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado Israel Batista (PV-DF). “O País precisa aperfeiçoar o serviço público, mas não aceitamos que a discussão parta do princípio de demonização do setor para a falta de moderação e de equilíbrio. Essa reforma não pode depauperar o Estado”, opina. Ele também tem defendido que a estabilidade é uma garantir de toda a sociedade, como forma de se evitar que governantes mudem o quadro do funcionalismo com base no próprio interesse. “O servidor trabalha para o Estado, e tem que ter a mínima proteção para poder contrariar políticas contrárias ao interesse público. Ele é um equilíbrio entre o respeito à autoridade eleita e a manutenção do patrimônio do Estado. É preciso que existam mecanismos de avaliação, o mau servidor precisa ter um caminho de saída, mas nós não vamos aceitar mecanismos discricionários”, pondera Batista.

Relacionadas