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BLACK FRIDAY DEVE REGISTRAR ALTA DE 20% NAS VENDAS ESTE ANO
Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Alagoas estima que a data deve movimentar cerca de R$ 18,7 milhões em Maceió
As vendas durante a Black Friday realizada nesta sexta-feira, 29 devem ser 20% maiores do que as do ano passado. A estimativa é do presidente da Aliança Comercial de Maceió, Guido Júnior, que diz acreditar que esta será a melhor Black Friday dos últimos 4 anos.
Guido Júnior conta que uma série de fatores faz com que a expectativa para este ano seja boa. “Há uma reação muita grande de melhoria e circulação de dinheiro no mercado. A esperança é essa. Muita gente deixou de comprar, está segurando as compras porque espera esse dia”, afirma.
Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Alagoas estima que a data deve movimentar cerca de R$ 18,7 milhões em Maceió. O valor médio a ser gasto por quem vai às compras na capital é R$ 143,58.
De acordo com o levantamento, 68% dos consumidores pretendem adquirir produtos na Black Friday. Dos 32% que afirmaram não ter intenção de consumir no período, 25,61% disseram estar sem o 13º salário na data; 24,39% não comprarão porque estão endividados; 17,07% estão desempregados; 12,8% não têm o costume de comprar no período; 10,37% disseram que não enxergam bons descontos nos produtos; e 9,15% estão mais cautelosos com seus orçamentos.
Em todo país, a Black Friday deve gerar um volume de R$ 3,67 bilhões, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
PROCON ALERTA
O Procon Maceió faz alguns alertas para que a população não seja enganado. “É importante que o consumidor fique atento às campanhas de cada estabelecimento, já que alguns produtos ficam mais caros e depois voltam ao seu valor normal, mas são divulgados como promoção. Por exemplo, televisores de 32 polegadas tiveram aumento de 16% no preço e secadores de cabelo ficaram mais de 38% mais caros em alguns locais”, alerta Leandro Almeida, diretor executivo do Procon Maceió. Ele orienta a dar preferência a compras em lojas físicas, pesquisar a variação de preço dos itens e sempre exigir nota fiscal ao estabelecimento. “Também é importante verificar a política de troca da loja em caso de defeitos ou arrependimento, já que não são obrigatórios. Preferencialmente, deve-se optar por pagamento em cartão de crédito, pois facilita o cancelamento da compra caso haja problemas ou descumprimento à oferta”, instrui. Segundo ele, é importante redobrar o cuidado com falsas publicidades, lojas em redes sociais e links e propagandas enviadas por e-mail, SMS ou por aplicativos. Deve-se, também, verificar a credibilidade do site ou local de compra e conferir dados como CNPJ ou SAC da loja, páginas de reclamações e procurar o Procon Maceió quanto à existência da loja e o nível de resolução dos problemas da empresa. “O consumidor deve sempre estar atento à qualidade do produto adquirido, porque pode vir com algum defeito ou falha de difícil percepção. A compra também pode ser diferente do que o cliente experimentou ou olhou no mostruário e, neste caso, nem sempre existirá direito à troca. Em caso de arrependimento, há um período de até sete dias contados da chegada da mercadoria para a desistência, e pode exigir o dinheiro de volta ou escolher entre crédito e a troca por outro produto”, explicou Leandro Almeida.
* Sob supervisão da editoria de Economia.
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