Afundamento
ÓRGÃOS FEDERAIS VÃO DEFINIR ÁREAS QUE SERÃO INTERDITADAS
Órgãos aguardam laudos conclusivos, inclusive os elaborados pela própria indústria acusada do problema, sobre situação de 15 poços
A partir desta semana, os órgãos federais ligados ao Ministério das Minas e Energias que há um ano acompanham a evolução do agravamento da crise no solo das áreas de mineração da Braskem devem definir quais os pontos que ficarão interditados para ocupação urbana. Esses órgãos aguardam laudos conclusivos, inclusive os elaborados pela própria indústria acusada pelo problema, a respeito da situação de 15 poços que podem estar em situação “muito crítica”.
A Braskem já admite que vai indenizar os proprietários de imóveis que ficam as margens da Lagoa Mundaú, no trecho entre o Instituto Estadual do Meio Ambiente (IMA) no Mutange até o Colégio Bom Conselho, em Bebedouro, e os que ficam perto das duas minas do Pinheiro.
Não se sabe ainda qual o futuro previsto para a avenida major Cícero de Góis Monteiro – a principal via de ligação do bairro de Bebedouro ao Centro de Maceió e dos trilhos dos trens que passam rente à avenida. Por enquanto, a Defesa Civil Municipal afirma que tudo permanece como está. Um dos coordenadores operacionais da Sala de Monitoramento da Defesa Civil, engenheiro Vitor Gama Carnaúba, revelou que a terra não está estacionada nas áreas dos poços fechados, como se imaginava. Pelo contrário. “As áreas de afundamentos no Pinheiro continuam se movimentando, lentamente, em direção a lagoa Mundaú”. Ainda de acordo com o engenheiro da sala de monitoramento instalada numa das áreas críticas do Pinheiro, a depender do ponto existem vetores diferentes que confirmam a movimentação da terra. “Em algumas regiões a movimentação é maior na posição vertical em outras a movimentação acontece na posição horizontal (deslizamentos subterrâneos) em direção a lagoa Mundaú. Ao ser questionado se a movimentação do terreno já compromete as áreas dos trilhos dos trens de passageiros ou da avenida major Cícero de Góes Monteiro, o engenheiro Vitor Carnaúba disse que a situação ainda está sob análise. “Mas a região entre Bebedouro e Mutange está em movimento. Como já foi constatado também pelos estudos da CPRM. Quanto mais próximos dos poços, a movimentação do terreno é maior”, revelou.
CBTU
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As empresas de transportes coletivos que trafegam com seus veículos nas principais vias de Bebedouro e do Pinheiro preferem não se pronunciar. Os trajetos dos ônibus permanecem os mesmos. No Pinheiro, houve pequenas mudanças de trajeto, por causa dos trechos interditados. As empresas de ônibus aguardam orientações da Coordenação Municipal de Defesa Civil para decidir o que fazer nos trajetos tradicionais. Por enquanto, tudo permanece sem mudanças.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos- CBTU, também acompanha as discussões a respeito da situação do solo entre Bebedouro e Mutange. Os bairros ficam no trajeto dos trens suburbanos que liga Maceió ao município de Rio Largo. O superintendente da CBTU, Carlos Jorge Cavalcante, analisa o problema com a direção da Companhia, no Rio de Janeiro.
O tráfego de trens continua na rotina, informou a assessoria de comunicação da superintendência da CBTU-AL e acrescenta que a Companhia aguardará também orientações de órgãos federais e da Coordenação da Defesa Civil para definir futuros procedimentos.