Afundamento
POÇOS DA BRASKEM PRECISAM DE MEDIDAS DE SEGURANÇA
Indústria terá de fazer reparos nos 15 poços que apresentam problemas estruturais
O que acontecerá com a Avenida major Cícero de Góes Monteiro e com os trilhos dos trens suburbanos? Ainda é dúvida para as autoridades da Defesa Civil. Porém, estudos desenvolvidos por uma empresa alemã contratada pela Braskem indicam que as áreas próximas a 15 poços precisam ser desocupada.
O subsecretário municipal de Defesa Civil, Dinário Lemos esclareceu que a Braskem apresentou o plano de encerramento total de exploração de salmoura na área urbana. “Com base num trabalho de consultoria de uma empresa alemã, a indústria informou a Agência Nacional de Mineração e a Defesa Civil que 15 dos 35 poços de extração de sal-gema precisarão adotar medidas de segurança e em cada um haverá um diâmetro de resguardo”.
Ainda de acordo com as informações da Secretaria Municipal de Defesa Civil, a indústria que explora salmoura terá de fazer reparos nos 15 poços que apresentam problemas estruturais. “Dos poços 15 poços em desmoronamento 12 estão no Mutange, um em Bebedouro e dois no Pinheiro”, confirmou Dário Lemos. Todos os imóveis e as famílias prejudicadas em tornos dos poços, a indústria se compromete em indenizá-los.
Em uma nova reunião entre os representantes da Agência Nacional de Mineração e do Serviço Geológico do Brasil (antiga CPRM) e da Defesa Civil (nacional, estadual e municipal) serão apresentados novos estudos a respeito do plano da Braskem de desativação de extração de salmoura e recuperação de poços que estão desmoronando numa profundidade de 1.200 metros. A partir deste encontro, a Defesa Civil Municipal espera entender o que realmente acontece nas áreas dos 35 poços da indústria acusada de causar os problemas geológicos em três bairros.
PINHEIRO MONITORADO
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A Defesa Civil Municipal, junto com a empresa Braskem, monitoram a movimentação do solo nos três bairros prejudicados. As ruas interditadas do bairro do Pinheiro, entre elas a Alameda Rio Branco, que era a mais movimentada, também são monitoradas. Os prédios do Jardim Acácia apresentaram agravamento na patologia estrutural com sinais evidentes de colapso (desmoronamento) a qualquer momento, detectado inclusive pelo serviço de monitoramento. “Os prédios estão desocupados e em virtude do possível colapso nos obrigou a ampliar a área de isolamento naquela região”, explicou o subsecretário de Defesa Civil, Dinário Lemos.
Após a reunião com os técnicos da ANM, a Procuradoria-Geral do Município começarão a estudar a demolição dos prédios em situação crítica para acabar com o risco eminente de desabamento.AF