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Carga tribut�ria bate recorde e atinge 41,23%

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São Paulo - A carga tributária atingiu 41,23% do Produto Interno Brasileiro (PIB) no primeiro trimestre, a mais elevada da história do País, mostra levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). ?A pesquisa demonstra que a carga tributária em relação ao PIB nunca esteve tão alta. Atingiu 41,23% no primeiro trimestre, ante 39,06% do igual período de 2002?, afirma o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral. Segundo ele, houve crescimento da arrecadação da ordem de R$ 19,58 bilhões, com um salto de R$ 115,55 bilhões para R$ 135,13 bilhões. Com isso, a arrecadação com tributos cresceu nominalmente 16,94% e, em termos reais, 4,57%. ?Este arrocho é provocado pela política do governo Fernando Henrique Cardoso, com aumentos tributários já preparados no ano passado, e pela manutenção das mesmas bases pelo governo Lula. Isto possibilitou o superávit primário de 6,53% do PIB, nos primeiros quatro meses do ano, mas as conseqüências já são sentidas: retração da atividade industrial, aumento do desemprego e diminuição do consumo das famílias?, explica. Amaral avaliou que a proposta do governo para a reforma tributária não atenua a carga de impostos e, ao contrário, há previsão de aumento de arrecadação da ordem de R$ 45 bilhões. De acordo com ele, para que o País mantenha a carga tributária do ano passado, de 36,45% do PIB, que já foi a maior da história, seria necessário provocar um crescimento econômico da ordem de 5% para promover ?alguma diminuição de tributos ainda para este ano?. O executivo ressalvou, no entanto, que está previsto para 2003 um aumento da Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL) para prestadores de serviços e da Cofins para as instituições financeiras a partir de setembro. Amaral comentou que, para reduzir a carga de tributos sobre o PIB e, ainda assim, cumprir sua agenda de investimentos na área social, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará dar prioridade ao crescimento econômico.

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