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Conselho recomenda r�pida redu��o da taxa de juros

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Brasília - O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social recomendou ontem ao governo a redução ?o mais rápido possível? da taxa básica de juros, que hoje está em 26,5%. De acordo com o secretário Executivo do Conselho, ministro Tarso Genro, a Terceira Carta Concertação, divulgada ontem pelo conselho, simboliza o encaminhamento de um projeto de transição para um outro modelo econômico. ?Já se verifica, apesar do risco de uma crise recessiva, o arrefecimento da inflação, obtido por meio do mecanismo de metas e garantido tanto pela desvalorização do dólar quanto pelo controle mais rigoroso dos reajustes das tarifas? diz a carta, ao recomendar a queda dos juros. O texto diz ainda que a retomada do crescimento da economia do país não é incompatível com o combate à inflação. Foi a primeira vez que um conselho discutiu os juros e, segundo Genro, não se trata de nenhum tipo de pressão política para que a decisão seja tomada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). ?O conselho emitiu o juízo que diz que a transição de um modelo para o outro exige algumas medidas?, disse ele. Tarso ressaltou ainda que grande parte do conselho é formada por banqueiros, empresários e economistas, que possuem condições para tratar do assunto tecnicamente. Juros disparam Não é à toa que o volume de cheques sem fundo atingiu marca histórica no mês passado. Mesmo com a manutenção da Selic em 26,5% ao ano, bancos e varejo reajustaram suas taxas de juros. A taxa média de juros cobrada do consumidor aumentou de 8,38%, em abril, para 8,45%, em maio, segundo pesquisa divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Essa taxa significa um juro de 164,7% ao ano - 521,51% acima da Selic. Os mais caros são os custos do cartão de crédito e os do cheque especial. O juro mensal do cartão de crédito subiu de 10,61% em abril para 10,63% em maio, equivalente a 236,1% ao ano. O do cheque especial passou de 9,71% para 9,77%, atingindo 206,06% ao ano. O maior aumento, no entanto, foi apurado nas operações de empréstimo pessoal oferecido pelos bancos, cujas taxas passaram de 6,39% para 6,60% ao mês - uma alta de 3,29%. Isso significa uma taxa anual de 115,32%, que é muito acima da Selic. O crédito direto ao consumidor, que os bancos utilizam principalmente para financiar automóveis, também ficou mais caro: a taxa mensal subiu de 4,04% em abril para 4,14% em maio, o que representa um aumento de 2,48%. Por ano, representa um juro de 62,71%.

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