Economia
Alg�s promete universalizar uso do g�s
EDIVALDO JUNIOR Escolhido ?a dedo? pelo governador Ronaldo Lessa, a partir de uma somatória de critérios, com maior peso para o conhecimento técnico, o novo presidente da Gás de Alagoas S/A (Algás) encara pela frente o desafio de universalizar o uso do combustível geográfica e economicamente. ?Queremos não só chegar a todos os bairros de Maceió e iniciar o processo de interiorização do gás natural, como vamos buscar novos consumidores. Nossa meta é transformar o gás num produto de largo uso em todos os setores da economia. Hoje existem vários usos para esse combustível que ainda não estão devidamente explorados. É o caso, por exemplo dos segmentos de shoppings centers e de hospitais?, afirma. Empossado essa semana, Fonseca, ex-funcionário da Petrobras e consultor na área de gestão, tem como primeira tarefa ?esmiuçar? todos os números da Algás. Só após isso é que ele promete apresentar uma proposta de reformulação das atuais metas da empresa . ?Nós próximos quinze dias vamos estudar todos os números para, a partir daí, buscar com os outros diretores e técnicos definir nosso planejamento para os próximos meses. Mas, posso adiantar que nossa meta será sempre a universalização?, afirma. Hoje, a Algás está em franco processo de expansão ? da sua rede física de distribuição e da volume de vendas de gás natural. O trabalho, este ano, está concentrado na construção de gasodutos e na formação dos ?anéis de distribuição?. Atualmente, segundo Fonseca, a Algás tem uma demanda diária de cerca de 400 mil metros cúbicos de gás. Desse total, 87% é de uso industrial. O consumo residencial, ainda incipiente, é de apenas 0,5%. Mas deve crescer. ?Em poucos anos, devemos sair de pouco mais de mil ligações residenciais para mais de 30 mil domicílios usando o gás natural em Maceió?, aponta Fonseca. Preços Além de investimentos em campanhas de incentivo ao uso do gás natural, Fonseca pretende trabalhar pela redução de preços do produto para o consumidor final ? desde a grande indústria até a residência. ?Sabemos que o preço é fundamental para estimular o consumo do gás. Por isso já defendemos e voltaremos a defender, através da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás a redução do preço da commodity, que é determina pela Petrobras. Graças a nossa iniciativa conseguimos evitar um aumento de 18% e agora esperamos conseguir uma redução nos preços?, afirma o diretor administrativo e financeiro da Algás, Carlos Romeu. A meta da Algás é tornar o produto ainda mais competitivo, seja no uso residencial, comercial ou industrial. ?O consumo do gás é crescente. Temos hoje no Estado 12 postos com GNV e já distribuímos gás para mais de mil residências em Maceió. Mas, esperamos crescer bem mais do que isso nos próximos anos?, diz Romeu. Atualmente existem em Maceió cerca de quatro mil gás usando o GNV. E a tendência é de que esse número continue aumentando. Ainda assim, a empresa recomenda cautela aos proprietários de carros na hora da conversão. ?Nesse caso, a escolha deve ser feita principalmente em função da qualidade e da segurança, nunca do preço. Nós recomendamos que os interessados procurem oficinas credenciadas. E se o preço for muito baixo, o consumidor deve desconfiar. Hoje, temos como referência para uma conversão de qualidade um valor entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil?, enfatiza o diretor.