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Risco-Brasil desaba 4,95% e fecha em 690 pontos

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São Paulo - O risco Brasil desabou 4,95% ontem e fechou aos 690 pontos, seu menor valor desde 15 de fevereiro de 2001. O indicador mede a diferença de remuneração entre os títulos do Tesouro norte-americano- considerados os mais seguros do mundo - e os da dívida externa brasileira. Ou seja, hoje os papéis da dívida externa brasileira pagam, em média, 6,9 pontos percentuais a mais de juros do que os títulos dos Estados Unidos. No mercado, entretanto, o risco-país funciona como um termômetro para o investidor estrangeiro sobre o risco que ele corre ao aplicar no Brasil. Por isso, as recentes quedas do risco-país - desde o início do ano, a queda acumulada chega a 47,7% - beneficiam as empresas brasileiras. Quanto menor o risco-país, menores os seus custos para captar dinheiro lá fora. Neste ano, as captações superam US$ 9 bilhões, o que também explica em grande parte a desvalorização de 24,38% do dólar comercial nesse período. Os títulos da dívida de países emergentes subiram nesta segunda-feira, enquanto investidores buscavam ativos de maior retorno. O interesse fez com que os principais papéis da dívida brasileira, os C-Bonds, chegassem a 93% do valor de face. Os títulos encerraram negociados a 92,87% do valor de face, em alta de 0,74%. Colômbia O investidor estrangeiro reduziu ontem bastante a desconfiança em relação à capacidade do Brasil de pagar sua dívida externa, estimada em US$ 211 bilhões. Com a queda do risco País, o Brasil caiu da quinta para a sexta posição no ranking da desconfiança. Foi superado pelo risco da Turquia (708 pontos). Essa lista é encabeçada pela Argentina (4.673 pontos), seguida pela Nigéria (1.168), Equador (1.112) e Venezuela (1.046). Apesar da baixa, o Brasil ainda está com um risco acima de países como Colômbia - maior produtor mundial de cocaína e que vive uma guerra civil, Filipinas, Peru, Panamá e Ucrânia.

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