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Copom decepciona e s� reduz juros para 26%

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Brasília - Após um período de 11 meses sem queda de juros, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu a taxa básica da economia brasileira - a Selic- em 0,5 ponto percentual, para 26% ao ano. Desde julho do ano passado, os juros haviam subido de 18% para 26,5%. Essas política de restrição ao crédito levou a uma queda significativa da inflação, mas, ao mesmo tempo, deixou a economia brasileira muito próxima da recessão. A justificativa para a decisão, porém, foi o recuo na inflação. ?As projeções de inflação indicam convergência para as metas. Em razão disso, o Copom decidiu, por unanimidade, fixar a taxa Selic em 26% ao ano, sem viés?, diz o comunicado divulgado pelo BC após a reunião do Copom. As pressões pela redução da Selic uniu, nos últimos dias, trabalhadores e empresários e, até mesmo o setor bancário, que lucra com taxas elevadas por emprestar dinheiro ao governo, havia mostrado apoio à queda dos juros. As reações à queda dos juros foram as mais diversas. O mercado ficou ?um pouco decepcionado? com o corte de apenas 0,5 ponto percentual, afirma o economista sênior do Citibank, Robério Costa, para explicar a queda da Bovespa e a alta do dólar logo após o Copom anunciar a redução a decisão. O analista acha que o mercado esperava uma redução agressiva, como de um ponto. Juros reais O corte sanciona, na prática, um aumento dos juros reais, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. ?Acontece que agora a inflação anualizada pelo IPCA está em 7,7%, é convergente com as metas. Então os juros reais foram para em torno de 18% ao ano?,disse. A Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) considera que a decisão do Copom sinaliza o início da trajetória de queda da Selic. E vê isso como uma possibilidade de diminuir o comprometimento das vendas do varejo no próximo ano. Isso porque a redução da Selic não traria impacto imediato para o setor, pois a variação demora em média oito meses para chegar ao consumidor. Assim, a medida só surtiria efeito em 2004. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que historicamente esteve alinhada ao PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também criticou o Copom. Para o presidente da CUT, Luiz Marinho, a redução é ?insuficiente?.

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