Economia
Donos de postos v�o denunciar distribuidoras
EDIVALDO JUNIOR A vinda da CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) dos Combustíveis da Câmara Federal a Alagoas ? ainda sem data definida - não assusta nem um pouco os donos de postos de Alagoas. Ao contrário. Eles vão aproveitar a presença dos deputados federais para responsabilizar as distribuidoras como principais responsáveis pelos problemas de qualidade ou de adulteração dos combustíveis. ?Vamos apresentar aos deputados um levantamento mostrando que 87% da gasolina entregue pelas distribuidoras em Alagoas chega ao posto com o limite de 26% de álcool. Quem entende da atividade sabe que nesse percentual, o combustível vai apresentar, em pouco tempo, problemas de qualidade. Isso porque a gasolina evapora mais rapidamente que o álcool?, antecipou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo em Alagoas (Sindicombustíveis), Mário Jorge Uchôa. Para entender melhor a história, vamos traduzir esses números. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determina que a gasolina comum deve conter 75% de gasolina ?A? e 25% de álcool anidro, com tolerância de 1% para mais ou para menos. Ou seja, pode conter de 24% a 26%. Com qualquer percentual diferente, o combustível já é considerado ?não-conforme? (NC) ou adulterado. E como a gasolina evapora mais rápido que o álcool, quanto mais tempo o combustível demora nos postos, maior a possibilidade de alteração na sua composição. Outro fato que o Sindicombustíveis promete destacar é o econômico. ?Vamos mostrar que as distribuidoras estão lucrando com isso. Todos sabem que o álcool é mais barato que a gasolina. Pelos nosso cáculos, a diferença em Alagoas, que tem um mercado de 40 milhões de litros/mês chega a mais de R$ 70 mil em favor das distribuidoras?, afirmou Uchoa.