Economia
Reajuste de telefonia indefinido
Brasília - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as concessionárias de telefonia fixa não chegaram ontem a um acordo sobre o reajuste das tarifas. Depois de três dias seguidos de negociações, ainda não foi definido em quantas parcelas - se duas ou três - será dividido o reajuste. Dirigentes da Telefônica, Telemar Brasil Telecom, Sercomntel e CTBC Telecom passaram o dia inteiro na sede da Anatel. Pela manhã, eles foram recebidos, individualmente, pelo superintendente de Serviços Públicos da agência, Marcos Bafutto. À tarde, esperaram por mais de três horas, enquanto Bafutto se reunia com os conselheiros da Anatel. No início da noite, houve uma reunião rápida com Bafutto, na qual se decidiu dar prosseguimento às negociações hoje. Jogo com o tempo A Anatel joga com o tempo para pressionar as operadoras a aceitarem, entre outras condições, o parcelamentto do reajuste em três vezes. Hoje se completa o prazo de 12 meses desde o último reajuste, o que legalmente permite o anúncio do novo aumento, e era o que as empresas esperavam. Ontem pela manhã, o presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, que ainda contava com a possibilidade de o porcentual de reajuste ser divulgado até o fim da tarde, disse, no Senado, acreditar num acordo. Proposta O reajuste deverá ser, em média, de 28,75%, e as empresas abriram mão do dispositivo que lhes dá o direito de aumentar um dos itens da cesta de serviços - assinatura básica, habilitação e pulso - em 9% acima do reajuste médio. O reajuste das tarifas de telefonia fixa poderá ser aplicado nos meses de julho e novembro e em abril de 2004, caso seja aprovada a proposta da Anatel de parcelamento em três vezes do aumento dos serviços. A proposta da Anatel prevê que a primeira parcela do reajuste deverá ficar em 17,24%, a ser aplicada em julho. Os 11,51 pontos porcentuais restantes seriam divididos entre as parcelas de novembro e abril de 2004.