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Desemprego aumentou para 12,8%

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Rio - O desemprego em maio atingiu o maior patamar desde março de 2002. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de pessoas sem emprego correspondeu no mês passado a 12,8% da PEA (População Economicamente Ativa). Em abril deste ano, a taxa havia ficado em 12,4%. Em maio do ano passado, a taxa era de 11,9%. O aumento do desemprego foi acompanhado de um crescimento da informalidade. O número de empregados sem carteira aumentou 6,9% nos últimos 12 meses. Já o número de trabalhadores com carteira, cresceu 3,2%. O crescimento do desemprego reflete a queda dos investimentos das empresas e a política de juros altos do governo. A situação de quase recessão no país também levou muitas pessoas a voltar para o mercado de trabalho. Em 12 meses cerca de 520 mil pessoas que não estavam trabalhando procuraram emprego. A política, de restrição ao consumo e a investimentos, provocou um desaquecimento em todos os setores de produção de bens para o mercado interno e fez as vendas do comércio desabarem. Novos desempregados Os cinco primeiros meses de governo Lula registraram um forte acréscimo no desemprego do país. O número de pessoas desempregadas - procurando por trabalho chegou a 2,7 milhões em maio nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Em dezembro do ano passado, o número de desocupados era de 2,12 milhões. Segundo IBGE, 580 mil brasileiros entraram para o grupo de desempregados em 2003, o que representa um aumento de 27,35% em cinco meses. Somente de abril para maio deste ano, 100 mil pessoas ficaram desempregadas. Renda A renda média do trabalhador brasileiro caiu 14,7% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o IBGE. Na médias das seis regiões metropolitanas pesquisadas, o rendimento médio foi de R$ 841,00. Na comparação com abril, a renda registrou redução de 2,9%. A queda na renda foi a maior desde o início da nova pesquisa do IBGE, iniciada em outubro de 2001.

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