Economia
Pela 1� vez no ano d�lar fecha m�s abaixo de R$ 3
São Paulo - O dólar comercial terminou o último dia do primeiro semestre em queda de 1,18%, vendido a R$ 2,844, e assim completou o primeiro mês negociado abaixo de R$ 3 desde junho de 2002. No semestre, a baixa acumulada pela moeda norte-americana é de 24,6%. A segunda-feira reuniu os principais motivos que explicam a desvalorização do dólar desde o início do ano: recuo do risco-país, captações de empresas brasileiras no exterior, melhoria do desempenho das exportações do país e perspectiva de redução da inflação e de corte de juros. Compõe também o cenário positivo a balança comercial, que tem registrado sucessivos superávits. O superávit acumulado em junho é de US$ 2,231 bilhões - recorde histórico para meses de junho - e no ano chega a US$ 10,272 bilhões. Outra boa notícia é a redução, pelo BC, da previsão de inflação para este ano, que passou de 10,8% para 10,2%. O dólar turismo fechou em alta de 0,34%, a R$ 2,95. O paralelo subiu 0,33%, para R$ 3,01, e o comercial futuro (agosto) recua 0,03%, para 2,896. Nem a renovação de apenas 67,5% da dívida cambial de US$ 2,48 bilhões que vence hoje deixou o mercado nervoso. Até a última sexta-feira, o BC já havia renovado 67,5% da dívida cambial, e ainda poderia renovar outra parcela ontem. A operação consiste em trocar os títulos que vencem amanhã por outros com novos vencimentos. Risco-Brasil Os bônus da dívida brasileira encerraram em leve queda a segunda-feira. O C-Bond, principal título brasileiro no mercado internacional, caiu 0,14%, cotado a 87,06% de seu valor de face. O Risco Brasil, calculado pelo índice EMBI+ do banco JP Morgan, teve forte queda de 2,10%, aos 789 pontos.