Economia
D�lar volta a se aproximar do patamar de R$ 2,85
São Paulo - O dólar comercial fechou ontem em alta de 0,49%, vendido a R$ 2,84. Após atingir no primeiro dia do mês seu menor valor em quase um ano, a moeda norte-americana começa a se recuperar e aos poucos caminha de volta para o patamar de R$ 2,85, considerado pelos investidores um ?piso informal? para as cotações. A queda acumulada pelo dólar em julho é de 0,14%. O mercado financeiro brasileiro, esvaziado pelo feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, teve um dia marcado pela cautela. Enquanto algumas empresas - especialmente importadores - aproveitaram o preço relativamente baixo do dólar para comprar e saldar compromissos no exterior, os bancos preferem aguardar uma melhor definição da tendência da moeda para reavaliar suas posições. Continua elevada a expectativa de que novas captações de companhias brasileiras no exterior sejam anunciadas, o que pode derrubar ainda mais o dólar comercial nos próximos dias. Entretanto, também há possibilidade de que o Banco Central atue indiretamente para impedir quedas maiores da moeda norte-americana. Segundo previsões de analistas, o dólar deve oscilar próximo a R$ 2,85. Por isso, a operação para rolagem da dívida de US$ 2,719 bilhões em ?swap? cambial que vence no dia 17 é aguardada com ansiedade, pois a partir de então será possível detectar com maior clareza qual é a estratégia do BC. Mesmo que a autoridade monetária negue que pretenda interferir nas cotações da moeda norte-americana, as decisões que toma quanto à dívida cambial acabam influenciando no rumo das cotações. A renovação começará na próxima quinta-feira. Os investidores esperam que o BC, seguindo sua estratégia de diminuir a sua exposição nesse tipo de dívida, reduza o percentual de renovação dos contratos. Desde que anunciou que não mais renovaria integralmente a dívida, o BC realizou uma rolagem de 95%, depois uma de 90%, e diminuiu a parcela na última vez para 67,5%. Se o fluxo de entrada de dólares no mercado continuar elevado, o BC pode diminuir o percentual para 60% a fim de tentar segurar as cotações da moeda, avaliam especialistas. O dólar comercial futuro (agosto) fechou a R$ 2,885. O turismo caiu 0,34%, para R$ 2,92, e o paralelo teve alta de 0,34%, a R$ 2,95. Bolsa O feriado do Dia da Independência nos EUA esvaziou ontem os negócios da Bovespa. O volume financeiro somou R$ 338,233 milhões, o quarto menor do ano. Sem a referência do mercado americano, o Ibovespa, índice que reúne as 54 ações mais negociadas da Bolsa, encontrou espaço para recuperar as perdas de alguns papéis e fechou em alta de 1,06%, aos 13.273 pontos. Na semana, acumulou ganho de 1,9%. No ano, a alta acumulada está em 17,7%. Outro destaque da Bolsa ontem foi a segunda visita do ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, que cometeu uma gafe ao se referir à Bolsa como ?o Bovespa?, em discurso para um auditório lotado. Ele também evitou declarar apoio público ao projeto de lei que permite o trabalhador usar parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na compra de ações. A aprovação do projeto é do interesse da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), mas contraria os empresários da construção civil, que não querem perder o dinheiro do FGTS, hoje direcionado para o setor imobiliário. Risco Brasil e C-Bond Brasil não foram negociados por conta do feriado pelo Dia da Independência nos Estados Unidos. O risco Brasil está em 799 pontos e o C-Bond, principal título da dívida externa do país, é negociado a 87,625% do valor de face