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Braskem aumenta exporta��es para enfrentar retra��o na economia do Pa�s

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EDIVALDO JUNIOR A Unidade de Vinílicos da Braskem (PVC e Cloro Soda) começou a sentir, nos últimos dois meses, os efeitos do desaquecimento da economia nacional e o impacto da queda do dólar. As seis unidades da empresa, instaladas em Alagoas, no Polo de Camaçari (BA) e São Paulo estão, ao mesmo tempo, reduzindo os preços finais dos seu produtos e apostando na exportação para enfrentar a retração dos negócios no Brasil. ?Nosso principal produto, o PVC, é completamente atrelado ao desempenho da economia nacional. Se o PIB vai bem, o PVC vende bem. Mas se a economia desacelera, a tendência é de queda nas vendas?, explicou o diretor nacional da Unidade de Vinílicos, Manoel Carnaúba. ?Entre maio e junho tivemos uma redução nas vendas de cerca de 20% no PVC e de aproximadamente 10% em cloro e soda?, completou. Para enfrentar as dificuldades do mercado nacional, que segundo Carnaúba devem ser ?passageiras?, a Braskem fez paradas estratégicas de manutenção em suas fábricas e aumentou os negócios com o mercado externo. ?Temos exportado para diversos países, inclusive para a China. A margem no mercado internacional é menor do que o interno. No entanto, preferimos apostar na exportação do que reduzir a produção?, argumentou. As exportações, segundo Carnaúba, estão concentradas nas unidades da Bahia. Essa é uma estratégia, explica, para favorecer Alagoas. ?O PVC destinado ao mercado interno deixa mais impostos do que o produto de exportação. Em função desse quadro e da logística, resolvemos concentrar os negócios internacionais nas unidades da Bahia?, explicou Carnaúba. A unidade de PVC da Braskem na Bahia tem também uma maior capacidade de produção- de cerca de 245 mil toneladas ano, contra 204 mil toneladas ano da fábrica alagoana e 25 mil da fábrica, segundo estimativas do gerente de produção da unidade de PVC do pólo de Camaçari, Marcelo Cerqueira. ?Hoje a Braskem tem mais de 50% de market share do mercado brasileiro de PVC, que é estimado em 600 mil toneladas anuais?, analisou. Segundo Cerqueira, a maior segmento de aplicação do PVC continua sendo o da construção civil. ?Somente em tubos e conexões a construção representa, hoje, cerca de 60% da demanda brasileira de PVC. Por isso, o nosso produto é tão sensível as dificuldades do País. Todos sabemos que um dos primeiros setores a sentir a crise no Brasil é o da construção?, explicou. Prêmio Marcelo Cerqueira recebeu, em nome da Braskem Vinílicos, no dia 27 de junho, o prêmio de Segurança, Saúde e Meio Ambiente na categoria cinco estrelas do Cofic (Comitê de Fomento Industrial de Camaçari), entregue no Fiesta Convention Center, em Salvador (Ba), durante as comemorações dos 25 anos do pólo de Camaçari, na Bahia. O prêmio, segundo Cerqueira, que já foi gerente da unidade da Braskem em Alagoas, é dado em função do desempenho das empresas com os sistemas de segurança da própria indústria e da comunidade. ?Nós adotamos na unidade de Camaçari os mesmos padrões de segurança unidade de Alagoas. Isto quer dizer que a Braskem alagoana na prática também merece esse prêmio, na medida em que adota os mesmos modelos de produção, de cuidados coma segurança e a saúde dos seus funcionários e respeita o meio ambiente?, disse.

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