loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Desenvolvimento de Alagoas come�a na microempresa

Ouvir
Compartilhar

Edivaldo Junior Articulação. Esse é o caminho para o desenvolvimento econômico de Alagoas. Essa é a missão do novo secretário executivo da Indústria e Comércio do Estado, Geminiano Jurema, empossado pelo governador Ronaldo Lessa segunda-feira (02). Ele chegou ao cargo trazendo na bagagem, mais do que experiência e otimismo, propostas concretas e uma nova visão: a do micro ? micro empresa, micro crédito, micro empreendedor. A filosofia é simples. Parte do velho ensinamento de que para uma longa caminhada é preciso dar o primeiro passo. Ou, lembrando como a galinha enche a pança, que é de micro em micro que o Estado chegará ao macro. ?Hoje, o modelo da grande empresa, dos grandes projetos não é interessante para Alagoas. Se por exemplo trouxéssemos para cá uma fábrica de supersônicos, de onde viria a mão-de-obra? Com a nossa realidade, toda de fora. Por isso, vamos apostar naquilo que podemos fazer, que é incentivar e viabilizar pequenos e médios negócios. E será o sucesso dos micros que puxará para o Estado os grandes investimentos?, resumiu Geminiano Respostas O novo secretário chegou ao governo com uma larga experiência ? adquirida a partir de sua atuação em instituições como o Sebrae e Associação Comercial ? no setor do micro negócio e com uma visão amadurecida. Não vai precisar perguntar a ninguém o que os empresários precisam para sobreviver e crescer em Alagoas. Essa realidade, Jurema conhece da vivência no dia a dia de sua atuação como liderança empresarial. ?É claro que vou conversar com todos os setores. Mas eu sei que é preciso, principalmente articulação entre o governo e instituições como o Sebrae, o Senai e Associação Comercial. Muitas vezes esses órgãos fazem em paralelo as mesmas coisas. Quero acreditar que é possível otimizar os esforços das instituições e potencializar os resultados a partir das reais necessidades do Estado. Não adianta formar 200 cabeleireiros em Maragogi, se a cidade não absorve mais do que cinco ou dez profissionais desse ramo e na verdade tem carência, por exemplo, de camareiros para seus hotéis?, avaliou. Como secretário, Jurema pretende articular o trabalho das instituições que trabalham com o empreendedorismo e os micro negócios, fortalecer as cadeias produtivas existentes no Estado. Ele cita como vocações naturais do Estado o turismo, agricultura, agroindústria da cana-de-açúcar, aquicultura (criação de peixes em viveiros) e o pólo químico. ?Por enquanto não estamos pensando em grandes indústrias. Ao contrário, no caso da indústria química já começamos um trabalho para atrair indústrias de pequeno e médio porte, de segunda e terceira geração. São essas empresas de menor tecnologia e, portanto, de mais empregos, que vão ajudar a viabilizar o pólo químico em torno da Braskem?, apontou. Cana-de-açúcar A agroindústria sucroalcooleira chegou a limite de sua expansão em Alagoas. Geminiano Jurema sabe disso. Mas, sabe também que são os empresários desse setor - hoje, os grandes exportadores de capital de Alagoas - os que tem maior capacidade de investimento, mesmo que em outros ramos de atividade. Uma das principais missões do novo secretário será atrair esses empresários para investimentos em outros setores no Estado. Será que consegue? Ele aposta que sim. E diz que já começou com o pé direito. ?Na minha posse estava o presidente do Sindaçúcar/AL , Pedro Robério Nogueira, o diretor da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool, José Ribeiro Toledo Filho, diretores de grupos não cooperados, a exemplo de Vitor Wanderley e Carlos Lyra, entre vários outros empresários e dirigentes do setor. E foram lá numa demonstração de que apostam num novo relacionamento com o governo. Tenho certeza de poderemos, em breve, ter esses empresários investindo cada vez mais em nosso Estado?, afirmou. Nova política Desenvolvimento e industrialização são velhas promessas dos governantes alagoanos. Jurema concorda com a avaliação. Mas acredita que no segundo governo de Ronaldo Lessa, elas sairão do papel. ?O primeiro mandato foi o do ajuste fiscal e da recuperação dos índices sociais. Hoje, o Estado vive uma situação diferente e o governador está ao mesmo tempo disposto e com condições de executar uma política de desenvolvimento e crescimento econômico?, frisou. A determinação do governador será notada, antecipou Jurema, não só pelo relacionamento com os empresários, modernização da legislação fiscal, desburocratização dos serviços prestados aos empresários, mas também nos negócios gerados pelo governo. ?Estamos buscando mecanismos que vão permitir ao governo priorizar suas compras junto a empresas que estão instaladas no próprio Estado. Assim, o dinheiro vai circular em Alagoas, em benefício dos alagoanos?, enfatizou.

Relacionadas