loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

IPCA recua 0,15% na 1� defla��o desde 1998

Ouvir
Compartilhar

Rio - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou em junho deflação de 0,15%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa é a primeira deflação desde novembro de 1998, quando a queda de preços chegou a 0,12%. Também é a maior deflação desde setembro de 98, quando os preço caíram 0,22%. Apesar de atípico, o resultado de junho já era esperado pelo mercado, que previa um número entre -0,05% e -0,20%. A deflação mostrada pelo IPCA, índice que serve de base para as metas de inflação do Banco Central, também abre espaço para uma queda firme na taxa básica de juros da economia brasileira, que atualmente está em 26% ao ano. O próprio ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, já admite uma redução apesar da reunião do Copom (Comitê de Política do Banco Central) só acontecer na próxima semana. A deflação no IPCA deveu-se principalmente à queda do dólar ao longo do ano, à safra agrícola do período e à queda do preço da gasolina nas refinarias da Petrobras ocorrida no final de abril. Assim, os preços que registraram maiores quedas foram os da gasolina, do álcool e dos alimentos. A gasolina, cuja queda chegou a 4,94%, foi o produto que mais influenciou na baixa. Já o preço do álcool caiu 12,14%. Os alimentos, favorecidos pelo final da safra agrícola, tiveram queda de 0,34% no mês. Entre as principais reduções, estão o tomate (-25,02%), a cebola (-21%), a cenoura (-16,01%) e o açúcar cristal (-10,95%). Trajetória de queda A deflação de junho também mostra a trajetória declinante dos preços no país. Em maio, o índice apresentou alta de 0,61%. No ano, no entanto, a inflação acumulada chega a 6,64% e, nos últimos 12 meses, a 16,57%. Na terça-feira, o IGP-M mostrou deflação de 0,17% na primeira prévia de junho, com um recuo de 0,37% nos preços ao consumidor. A mesma FGV (Fundação Getúlio Vargas), que calcula o IGP-M, já anunciou deflação ao consumidor por duas semanas seguidas consecutivas no seu recém-criado IPC-S - quedas de 0,14% e de 0,03% nas duas quadrissemanas anteriores ao dia 27 de junho. Segundo a FGV, a deflação está diretamente ligada à queda nos preços dos alimentos por conta da entrada da nova safra.

Relacionadas