Economia
GLP: Ang�s apresentar� proposta para reduzir pre�o
Brasília - O presidente da Angás (Associação Nacional dos Distribuidores de GLP-Gás Liqüefeito de Petróleo), Demétrio Augusto Zacharias, e o consultor jurídico e porta-voz da entidade, Jarbas Andrade Machioni, apresentarão nos próximos dias, à secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Maria das Graças Silva Foster, as propostas das pequenas empresas para reduzir o preço do gás de cozinha. As propostas e denúncias da entidade, que envolvem a cartelização do setor, já foram apresentadas dia 25 de junho ao Ministério da Fazenda, durante encontro com o secretário-adjunto de Acompanhamento Econômico, Marcelo Barbosa Saintive. Os dirigentes da Angás repetirão, no Ministério de Minas e Energia, ?que estão lutando, há anos, contra a reserva de mercado e a concorrência desleal no setor, dominado pelas grandes distribuidoras?. Principal estatal federal, a Petrobras poderá entrar no mercado de distribuição de GLP (gás de cozinha) para aumentar a concorrência do setor e pressionar a queda dos preços atuais. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, José Tavares, afirmou ontem que essa participação será estimulada através da nova regulamentação desse mercado. ### Preço do gás natural pode baixar, anuncia Petrobras Rio - Os preços do gás natural distribuído ao consumidor e às empresas podem baixar, caso a Petrobras consiga renegociar os contratos com as distribuidoras que vendem o produto importado da Bolívia. Desde fevereiro a estatal vem negociando com a Bolívia e a próxima rodada de reuniões acontecerá nos dias 11 e 12 de agosto, no Rio. Ao dar a informação, durante assinatura de criação do primeiro parque eólico do país, que será instalado no Rio Grande do Norte, o diretor de Gás e Energia da empresa, Ildo Sauer, informou que a expectativa é positiva, pois ?na última reunião a Bolívia aceitou analisar a proposta da Petrobras, sem devolver ou pedir alterações?. Ele afirmou que se o governo boliviano concordar em reduzir o preço e o volume do gás, o consumidor brasileiro será imediatamente beneficiado. ?Todos os ganhos que tivermos nas negociações com a Bolívia serão repassados aos consumidores, será automático?, garantiu Sauer. Sauer explicou que a Petrobras está pagando mais para as companhias bolivianas do que cobra das distribuidoras do Brasil. ?Estamos absorvendo esta diferença de custo no âmbito da Petrobras na expectativa de que a renegociação com a Bolívia nos permita reduzir mais?. O diretor enfatizou que é prematuro anunciar uma redução, porque o preço do gás é atrelado ao dólar. ?No entanto, todos os ganhos que nós tivermos na negociação com a Bolívia serão repassados ao consumidor?, anunciou. A polêmica negociação entre a Petrobras e o governo boliviano sobre o preço do gás se arrasta desde fevereiro. O atual governo quer rever um acordo feito pela administração anterior e que tinha como principal motivação um amplo programa de termelétricas, que nunca saiu do papel.