Economia
Pagamento do FGTS come�a a ser feito nesta ter�a-feira
Brasília - Os trabalhadores que não entraram com ação na Justiça para receber a correção no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) referentes aos planos econômicos de 1989 (16,65%) e 1990 (44,8%) e aderiram ao acordo do governo começam a receber a restituição hoje. Será a segunda parcela para quem têm entre R$ 2.000 e R$ 5.000 a receber e a primeira para aqueles com saldos que variam de R$ 5.000 a R$ 8.000. O prazo para aderir ao acordo - pelo correio ou pelo site www.fgts.caixa.gov.br- termina no próximo dia 30 de dezembro. O governo também simplificou o pagamento da correção do FGTS para os trabalhadores que desistiram de ações na Justiça, por meio de uma decreto assinado na semana passada. Serão beneficiados de imediato 615,2 mil trabalhadores com restituições de até R$ 8.000, que começam a receber a correção a partir do dia 23. Antes do decreto, era preciso esperar a Justiça homologar a desistência da ação para então receber o dinheiro. Para os saldos de valores superiores a R$ 8.000, o pagamento será iniciado em janeiro de 2004. Injeção de R$ 1,2 bi A partir de hoje o FGTS vai injetar R$ 1,2 bilhão na economia. A maior parte do dinheiro diz respeito à liberação normal das parcelas referentes ao crédito complementar do FGTS para os trabalhadores que têm direito a receber entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. Cerca de R$ 461,7 milhões, no entanto, vão para as mãos dos trabalhadores que tinham ações na Justiça mas desistiram dela e aderiram à forma de pagamento parcelada proposta pelo governo, assinando o termo azul de adesão. Ao contrário dos demais, esses trabalhadores não conseguiram ainda receber o dinheiro a que têm direito por causa da demora da Justiça em promover a homologação da desistência da ação judicial. Para resolver o problema da homologação que impedia os pagamentos, a Caixa Econômica Federal conseguiu que o vice-presidente da República, José de Alencar, no exercício da Presidência, assinasse decreto dispensando a homologação judicial prévia para a liberação do crédito complementar do FGTS. Com isso, segundo o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, a instituição vai antecipar a liberação dos recursos.