loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Vendas despencam 15,57% no com�rcio de AL

Ouvir
Compartilhar

EDIVALDO JUNIOR Quer uma boa ?receita? para abalar as vendas no comércio? Misture uma boa dose de juros altos, acrescente a perda do poder aquisitivo da população, ponha um pouco de falta de circulação de dinheiro, mais uma pitada de deflação e pessimismo a gosto. Pronto. Está aí a ?fórmula? que conseguiu, pelo sexto mês consecutivo, derrubar (melhor seria dizer atolar) as vendas do varejo, no Brasil e em Alagoas. De acordo com a última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgada ontem, as vendas do comércio varejista despencaram 6,13% em maio. Em Alagoas o baque foi muito maior. Em pleno mês ?das mães? o volume de vendas no Estado recuou 15,57%, na comparação com igual período do ano anterior . Para quem entende do assunto, é esta ?receita?, lastreada na retração econômica dos primeiros meses do governo Lula, a maior responsável pelo desempenho ruim do comércio varejista. ?Foi o pior semestre que já tivemos?, resume o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Maceió, Wilson Barreto. E quanto ao resultado de maio, a explicação, digamos ?técnica?, para resultado tão desanimado está nos ?presentinhos? baratos, comprados de última hora para não deixar a data passar em branco, comportamento que teria sido o mais comum no dia das mães. ?Faltou dinheiro e o consumidor segurou ao máximo as compras. Foi o dia das mães das lembrancinhas?, justifica Barreto. O desempenho do comércio varejista de Alagoas, em maio, foi o quinto pior do País e o pior do Nordeste. Somente quatro Estados da Região norte (Tocantins, Amapá, Acre e Amazônia), tiveram queda maior no volume de vendas. No acumulado do ano (janeiro a maio), a situação alagoana também é das piores. Com retração de 11,42%, o comércio do Estado aparece com o terceiro pior desempeno, atrás apenas do Espírito Santo e do Maranhão. Em 12 meses, a queda acumulada nas vendas em Alagoas é de 4,58%. O resultado do setor só não é pior porque a receita nominal, apesar da queda do volume de vendas, cresceu 1,97% em maio (bem abaixo da inflação) e 6,43% no acumulado do ano (janeiro a maio). Mas nem só ao governo Lula, o comércio varejista alagoana atribui suas mazelas. ?No período da entressafra da cana os negócios esfriam para todos os setores do Estado e este ano a safra terminou mais cedo. As usinas pararam de moer em fevereiro, quando normalmente moíam até março ou abril. Isso também contribuiu para o desempenho ruim dos negócios?, afirma Barreto. Comércio tem 2º pior resultado da história São Paulo - A estagnação da economia brasileira levou o comércio varejista a registrar em maio o sexto mês consecutivo de queda nas vendas e o segundo pior resultado desde que o IBGE iniciou a sua pesquisa no setor, em janeiro de 2001. Segundo dados da pesquisa mensal de comércio do IBGE, o volume de vendas apresentou queda de 6,13% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. A maior queda registrada até agora foi em março deste ano, quando o volume de vendas caiu 11,35% na comparação anual. Com mais este resultado negativo, as vendas do comércio já acumulam queda de 5,57% no ano e de 2,67% nos últimos 12 meses. O faturamento do setor apresentou crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 15,34% na comparação anual.. Nos últimos 12 meses as receitas cresceram 11,33%. A inflação medida pelo IPCA no mesmo período estava em 17,24%. Todas as atividades pesquisadas tiveram queda no volume de venda . Os setores que puxaram o resultado negativo foram: veículos e motos (-11,81%), tecidos, vestuário e calçados (-11,33%) e móveis e eletrodomésticos (-10,69%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,29%). Segundo o IBGE, os setores de veículos e móveis e eletrodomésticos foram os mais afetados ?pelas altas taxas de juros praticadas, sem desconsiderar também os efeitos das atuais condições de emprego e de renda da economia sobre seus resultados.? Somente dois dos 27 Estados tiveram resultados positivos em relação a maio de 2003: Paraná, com expansão de 1,35%, e Santa Catarina, com 0,09%. Cinco Estados foram responsáveis por quase 80% da queda registrada: São Paulo (-5,37%); Rio de Janeiro (-13,68%); Pernambuco (-13,71%); Minas Gerais (-3,69%); e Bahia (-6,62%).

Relacionadas