Economia
Mercado retoma otimismo e d�lar volta a cair
São Paulo - O dólar comercial fechou ontem na menor cotação em sete dias enquanto o mercado retoma o otimismo após os momentos de estresse verificados na semana passada por causa da discussão da reforma da Previdência. O assunto continua no centro das atenções, mas o discurso do governo de que os principais pontos da proposta serão mantidos ajuda a acalmar os ânimos. Assim, a moeda norte-americana terminou a terça-feira em queda de 0,20%, vendida a R$ 2,857. Pela manhã, houve alguns momentos de alta, já que o preço considerado baixo acaba atraindo compradores. Continuam entrando no mercado os recursos captados por empresas brasileiras no exterior. Esses dólares abastecem com folga o mercado brasileiro, derrubando as cotações. O dólar comercial futuro (agosto) subiu 0,20%, para R$ 2,890. O turismo fechou em queda de 1,68%, a R$ 2,91, e o paralelo recuou 1,01%, para R$ 2,94. Risco e bolsa O mercado de títulos da dívida brasileiro operou sinalizando pessimismo dos investidores com relação à economia brasileira nesta terça-feira. O C-Bond, o principal papel brasileiro negociado no exterior, caiu 0,56%, cotado a 87,687% de seu valor de face. Já o Risco Brasil, medido pelo índice EMBI+, do J.P.Morgan, e que avalia a capacidade de um país honrar as suas dívidas, subiu 1,63%, aos 809 pontos. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com discreta valorização nesta terça-feira, em uma sessão em que a cautela dos investidores predominou. O Ibovespa fechou em leve alta de 0,19%, a 13.614 pontos, mas chegou a subir 1,09% na máxima do dia. O volume financeiro foi de R$ 598,9 milhões - um dos melhores do mês, mas ainda bem abaixo da média diária dos últimos três meses, que supera R$ 800 milhões.