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D�lar fecha em alta com nervosismo do mercado sobre reforma

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São Paulo - O dólar comercial terminou a quinta-feira perto da sua cotação máxima do dia, a R$ 2,870, com elevação de 0,70%, refletindo o nervosismo do mercado financeiro em relação à reforma da Previdência e adiantando a realocação de recursos após a provável queda dos juros Selic, na próxima semana, e do nível menor de hedge em títulos cambiais disponíveis. ?Qualquer notícia sobre as reformas deixa os investidores nervosos?, comenta Durval Corrêa, analista da Finambrás. ?As mudanças no projeto superaram o que se previa no início, daí a primeira impressão não ser muito boa.? O preço relativamente baixo do dólar também atraiu compradores, especialmente empresas que têm contas a pagar no exterior. Após atingir pela manhã seu ?piso informal?, perto dos R$ 2,85, a moeda norte-americana passou a subir. Segundo operadores, o volume de negócios foi baixo, porém. O dólar comercial futuro recua 0,03%, para R$ 2,894. O turismo fechou em queda de 0,34%, a R$ 2,93, e o paralelo permaneceu estável em relação ao último fechamento, vendido a R$ 2,95. O risco-país desaba 5,34%, para 761 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, é negociado a 89,188% do valor de face, em alta de 0,78%. Nesta quinta-feira o BC resgatou pouco mais que a metade - cerca de US$ 1,3 bilhões - de uma dívida cambial que vencia ontem e não foi renovada na última semana. Os investidores que detêm os títulos não rolados como forma de ?hedge? (proteção contra oscilações das cotações) devem procurar outras formas de se proteger, como compra moeda nos mercados à vista e futuro, o que poderia pressionar o dólar. Mas analistas dizem que a procura por ?hedge? foi baixa ao longo do dia e que não esperam grandes elevações do dólar por causa disso. Risco e bolsa O mercado de títulos da dívida brasileira no exterior operou com forte sinalização de otimismo dos invertidores em relação ao Brasil. O C-Bond, principal papel brasileiro negociado no exterior, subiu 1,27%, e terminou cotado a 89,25% de seu valor de face. Já o Risco Brasil, medido pelo índice EMBI+, do J.P.Morgan, e que avalia a capacidade de um país honrar as suas dívidas, despencou 5,47%, e fechou em 760 pontos. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta quinta-feira, empurrada por apostas no exercío do mercado de opções e na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima semana. O Ibovespa fechou em alta de 1%, aos 13.622 pontos. O volume financeiro foi de R$ 576,6 milhões, ainda abaixo da média diária do segundo trimestre, que ultrapassou R$ 800 milhões.

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