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Agroneg�cio do carneiro movimenta mais de R$ 15 mi/ano em Alagoas

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Edivaldo Junior Famoso pelas deliciosas buchadas que proporciona ao alagoano, o carneiro está conquistando espaço nos cardápios dos mais refinados e caros restaurantes de Maceió. Takê, Famiglia Giulliano, Windows, Stella Maris Grill, Le Corbu, Divina Gula, Portugália, Bigolli, Wanchako são apenas alguns dos locais de ?bom paladar? onde já é possível degustar pratos à base de cordeiro. Nas casas mais finas, o cordeiro ? esse é o nome do bicho nos mercado mais exigente - ganha cortes, nomes e temperos sofisticados. Anote alguns: carré, t-bone, perna desossada, picanha, filé, lombinho, carne-de-sol, costela. O novo mercado, apesar da sofisticação e do preço um pouco salgado ? em média um prato de cordeiro nestes restaurantes sai por R$ 25,00 - no entanto é apenas a ponta do iceberg no agronegócio do carneiro no Estado. ?Estamos chegando nesses restaurantes só agora. O volume de consumo, comparado com a demanda do Estado, ainda é pequeno. A grande vantagem é o efeito multiplicador. Muita gente está aprendendo a comer cordeiro nesses restaurantes e termina levando o hábito para casa?, aposta o criador Edilson Maia, proprietário de um rebanho de mais de 500 ovinos e de um pequeno abatedouro de cordeiros em São Miguel dos Campos. Segundo dados da Associação dos Criadores de Alagoas, o consumo da carne de carneiro ainda é predominante nas cidades do Interior, especialmente do Agreste e Sertão. Mas, a tendência é de crescimento também na capital. Negócios Do campo até a mesa, o carneiro movimenta mais de R$ 15 milhões por ano na economia de Alagoas. São mais de 1,5 mil criadores e um rebanho, de acordo com dados do último censo agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de aproximadamente 120 mil cabeças. Mas a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Alagoas faz uma estimativa maior: hoje, o rebanho seria de pelo menos 150 mil cabeças. Deste total, pelo menos 30 mil seriam criados com manejo adequado, genética de ponta e alta produtividade. A raça mais valorizada do Estado ? e uma das mais procuradas no País, hoje ? é a Santa Inês, o legítimo carneiro nordestino, originado aqui mesmo em Alagoas. O criador Edilson Maia vai apresentar hoje, em palestra, às 11h, na sede do Sindicato Rural de São Miguel dos Campos, localizado na BR-101, naquele município, os números mais atuais da cadeia produtiva dos ovinos e caprinos. Ele antecipa, aqui, o que vai abordar na reunião, promovida pela Federação da Agricultura. ?Se comparado com o boi, o carneiro rende até duas vezes mais. Numa área de um hectare, por exemplo, é possível criar um boi, com renda anual de R$ 400 ou dez carneiros, com desfrute, ao final de um ano, superior a R$ 800?. Edilson vai ainda mais longe. Depois de fazer várias contas, ele assegura que um pequeno rebanho de 30 cabeças consegue manter uma família, com renda anual de R$ 4 a R$ 5 mil. ?É o programa ideal para gerar emprego e renda para o pequeno produtor. O que falta aqui é uma política de incentivos. No Mato Grosso do Sul, quem cria carneiro, além de ser isento ainda recebe 50% do valor do que pagaria de ICMS como crédito presumido?, afirmou. Cordeiro x carneiro No agronegócio da ovinocultura, o burrego é o animal que vai para o abate com até três meses de idade, o cordeiro tem entre três e seis meses e pesa de 14 a 16 quilos. A partir daí, o animal já é considerado adulto e ganha o nome de carneiro. Nos últimos dois anos, o trabalho dos criadores tem sido feito principalmente em cima do cordeiro. A razão é simples. Nessa idade o carneiro ainda não ganhou o ?cheiro de bode velho?, a carne é mais macia e saborosa. ?Quem está acostumado a comer carneiro, quando conhece algum prato à base de cordeiro sente de imediato a diferença. A carne é muito mais saborosa e, por isso mesmo, a procura está aumentando?, afirmou Maia. Serviço A palestra sobre o agronegócio da ovinocultura será realizada hoje, às 11h, no Sindicato Rural de São Miguel dos Campos. Informações pelo fone (82)271-2110. O consumidor pode encontrar carne de cordeiro além dos restaurantes citados nesse texto, em lojas especializadas (Casas das Carnes e Carnes e Verdes) e supermercados (Bompreço, Via Box e Palato), entre outros. Para criadores interessados no negócio, o Sebrae Alagoas tem um programa específico sobre a cadeia da ovinocaprinocultura. O telefone de informações é 216-1600.

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