Economia
Copom reduz taxa b�sica de juros para 24,5%
Brasília - Com a inflação em queda, o Banco Central promoveu nesta quarta-feira o corte mais agressivo das taxas de juros dos últimos quatro anos. Em linha com as expectativas do mercado, a taxa Selic foi reduzida em 1,5 ponto percentual, para 24,5 por cento, no segundo corte consecutivo do ano. Para representantes do setor produtivo, contudo, o corte ficou aquém do desejado para reativar a combalida economia. ?As projeções de inflação continuam a indicar convergência para a trajetória das metas?, disse o Copom no comunicado, justificando o corte. A decisão foi unânime e não foi adotado viés para os juros, mecanismo que permitiria uma alteração da taxa antes da reunião do comitê de agosto. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que a redução da taxa de juros deverá ter efeito sobre a atividade econômica já a partir das próximas semanas. ?A perspectiva dada para a economia brasileira está se mostrando cada vez mais positiva, embora reconhecemos dificuldades de setores de vendas internas?, disse Palocci . Representantes do setor produtivo e sindicalistas consideraram o corte pouco ousado e alertaram que o efeito das recentes reduções sobre a economia real só se fará sentir dentro de alguns meses. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Piva, disse, através de nota, que a decisão do Copom fará com que a economia se desacelere por mais tempo. ?Esse excesso de zelo ameaça agravar o quadro atual de desemprego e deteriorar ainda mais a saúde financeira das empresas. Ainda não vimos o fundo do poço?, disse ele. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) fez coro e classificou o corte de conservador. Já o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro, acha que ?o país vai continuar a ter condições de financiamento da economia muito ruins, ?ou seja, não há oferta, não há liquidez, não há recursos para o crédito para o setor privado.?