Economia
D�lar fecha a R$ 2,897, em alta de 0,48%
São Paulo - No dia em que o Copom decidiu cortar em 1,5 ponto percentual a Selic, taxa básica de juros da economia, o dólar comercial fechou a R$ 2,897, com valorização de 0,48%, confirmando as expectativas do mercado de elevação das cotações. Embora os últimos números sobre inflação e desemprego alimentassem opiniões otimistas de que haveria espaço para queda de até 2 pontos percentuais nos juros, a queda anunciada pelo Copom ficou correspondeu às previsões de economistas. A medida foi entendida pelo mercado como o ?primeiro passo? no afrouxamento da política monetária do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Como são os elevados juros que atraem investimentos estrangeiros para o Brasil, a perspectiva de redução das taxas e conseqüentes menores ganhos faz o dólar comercial subir. Também porque, antecipando-se a maiores altas, empresas que têm contas a pagar no exterior aproveitam para reforçar o caixa. A moeda norte-americana deve continuar buscando o patamar de R$ 2,90 nos próximos dias. O dólar comercial futuro (agosto) subiu 0,10%, para R$ 2,913. O turismo fechou em alta de 0,33%, a R$ 2,97, e o paralelo subiu 0,33%, a R$ 2,99. No meio da tarde, o resultado da operação de rolagem de uma dívida cambial do BC derrubou o dólar, que se recuperou logo depois. A autoridade monetária renovou, na primeira etapa da transação, 80,9% da dívida de US$ 505 milhões que vence em 1º de agosto. Risco e bolsa A Bovespa recuou 0,26%, para 13.799 pontos. Na máxima do dia, o indicador chegou a subir 0,77%, O volume financeiro ficou em R$ 647 milhões. Os principais títulos da dívida brasileira negociados no exterior, os C-Bonds fecharam o dia cotados a 89,250% de seu valor de face, em queda de 1,381%. O risco Brasil, calculado pelo J.P. Morgan, subiu 22 pontos (+3,10%), para os 732 pontos-básicos.