Economia
Risco-Brasil dispara e fecha aos 788 pontos
São Paulo - Os títulos da dívida de emergentes recuaram mais uma vez arrastados pelos papéis do Tesouro norte-americano. O C-Bond, envolvido em uma troca de bradies que o Brasil colocou em prática nesta terça-feira, perdeu mais de 2%. O principal título da dívida do Brasil fechou cotado a 86,5% do valor de face, em queda de 2,32%. Já o Risco Brasil, calculado pelo J.P. Morgan, disparou 4,50%, para 788 pontos-básicos. Para a troca por bônus globais, o preço mínimo fixado pelo Brasil foi de US$ 88,75, segundo informações do Morgan Stanley, um dos líderes da operação. A troca envolve ainda Par Bonds e Discount Bonds. A previsão é de que o resultado do negócio seja divulgado na manhã desta quarta-feira. Wall Street recebeu bem a operação porque deve melhorar o perfil da dívida externa do país e liberar garantias colaterais ligadas aos bradies. ?Minha percepção é de que a troca sairá bem, que as pessoas irão trocar Par e Discounts porque são bônus ilíquidos?, disse Suhas Ketkar, chefe da área de análise de mercados emergentes do Royal Bank of Scotland. ?Havia uma interrogação inicialmente para saber se as pessoas trocariam seus C-bonds por novos globais com vencimento em 2024?, mas conversas no mercado sugerem que deve haver uma demanda razoável por essa troca, completou. Bolsa Principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa fechou em queda de 0,15%, em 13.623 pontos, entre a máxima de +0,44% e a mínima de -0,49%, com volume de R$ 612,858 milhões ou US$ 208,597 milhões. Contrato de Ibovespa futuro para agosto, estável, em 13.670 pontos, entre a máxima de +0,59% (13.750 pontos) e a mínima de -0,37% (13.620 pontos).