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Popula��o cobra a��es contra desperd�cio de �gua

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VALMIR CALHEIROS O processo de desenvolvimento, de forma desordenada, de boa parte das cidades alagoanas, sobretudo, da capital, com a ocupação por moradores, indústrias, postos de revenda de combustíveis, oficinas mecânicas e também cemitérios em áreas próximas das águas de superfície ou subterrâneas, continua contribuindo para os riscos de um colapso total, já temido há mais de três décadas, nos sistemas de abastecimento de água num futuro. Porém, o pior pode ser evitado, como afirmam dirigentes e especialistas do setor, uma vez que a própria população passou a cobrar, com maior insistência, as medidas eficazes de seus governantes, e procurar o Ministério Público com denúncias contra pessoas físicas e jurídicas que usam a água de maneira irresponsável e criminosa. O próprio secretário de Recursos Hídricos do Estado, jornalista e também ambientalista, Anivaldo Miranda, ressalta o crescimento da conscientização nas comunidades. Principalmente em Maceió, onde a situação é mais preocupante, juntamente com a região do semi-árido. E informa que, graças a isso, crescem as queixas e ações com a interferência do Ministério Público relacionadas à exploração clandestina e irracional da água, bem como da privatização de suas fontes, inclusive, mediante interesses eleitoreiros. Miranda garante que o governo do Estado está agindo efetivamente contra essas coisas, através dos vários órgãos competentes, entre os quais a secretaria que dirige, que já começou a realizar o cadastramento e o recadastramento dos poços e a desenvolver todo um trabalho de parceria com as demais repartições ligadas ao abastecimento de água, saneamento e meio ambiente, prefeitura municipal e Ministério Público. E avança com as medidas para o zoneamento e adequação da legislação a essa realidade e aos novos e crescentes desafios. Comitê ?Como bem público que é, a água não pode ser usada como algo privado. Estamos investindo em projetos para preservar e garantir o maior acesso das pessoas a esse bem público. O indispensável controle dos diversos meios de utilização passará a existir com as ações que estamos realizando juntamente com as comunidades, entidades governamentais e não-governamentais?, completa o secretário Anivaldo Miranda. Ao mesmo tempo, ele anuncia para esta segunda-feira, em solenidade a ser realizada no Palácio do Governo, a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica de Coruripe. Trata-se do primeiro de vários organismos do Estado destinados a propor, realizar e exercer o controle do uso e a preservação das reservas hídricas com decisões tomadas com a participação de representantes de órgãos públicos e usuários das suas respectivas áreas de abrangência, conforme exigências das novas políticas de recursos hídricos adotadas nacionalmente. Miranda aposta que, ?com mais essa iniciativa governamental, serão ainda mais facilitadas as soluções ideais, as grandes conquistas que os movimentos populares e comunidades vêm buscando?. Campanha O prefeito comunitário da área do Benedito Bentes, Silvânio Barbosa, reforça a afirmativa do secretário de Recursos Hídricos do Estado de que as pessoas estão mais conscientizadas quanto à importância dos recursos naturais. Principalmente, no que diz respeito aos problemas relacionados ao uso inadequado da água. Porém, acha que muitos desses problemas são tão graves que carecem de providências urgentes e suficientes eficazes. E cita o exemplo dos bairros da região do Tabuleiro, mais precisamente, do Benedito Bentes e das comunidades mais próximas, onde a degradação ambiental persistente tornar o quadro cada vez mais preocupante. Apesar de ser uma das áreas mais privilegiadas pela excelente qualidade da água e as nascentes dos rios mais importantes de toda a Maceió, há o desafio representado pelo crescimento do fator desperdício, pela falta de entendimento que este problema atinge a quem o causa e inúmeras outras pessoas. Barbosa dispõe de números que mostram como dobro da quantidade de água consumida normalmente a que é gasta abusiva e exageradamente nos 19 conjuntos e 15 grotas de toda essa área. Diz que está dando os últimos retoques na organização de uma ampla campanha de educação e conscientização com estudantes para os moradores e empresários, a partir de setembro e durante o resto do ano. E garante que as preocupações com a defesa do meio ambiente e com as questões que mais dizem respeito ao uso e qualidade da água serão permanentes se depender da sua disposição. Segundo ele, primeiro, acontecerá ?essa grande campanha. Depois, haverá outras lutas com bases nos resultados dessa primeira providência. Aí partiremos para aquelas soluções que dependem da participação das instituições públicas, como o Ministério Público.

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