Economia
Calmaria volta ao mercado e d�lar recua 1,59%
São Paulo - O clima de tranqüilidade voltou ao mercado financeiro, após as turbulências iniciadas na última sexta-feira. A correção do pessimismo instalado desde o fim de julho foi motivada agora pela expectativa de uma possível aprovação da reforma de Previdência na Câmara dos Deputados. Com a trégua na onda de especulações e boataria, o dólar comercial teve a maior queda em dois meses. A moeda americana fechou em baixa de 1,59%, a R$ 3,022, interrompendo a seqüência de duas fortes altas (1,18% ontem e 2,22% na sexta). O dólar recuou o dia inteiro. Chegou a ser vendido a R$ 3,00, uma queda de 2,31%. Mas o mercado evitou negociar a divisa abaixo dessa barreira. O último fechamento abaixo desse patamar (R$ 2,969) foi na quinta-feira passada (31 de julho). ?A forte pressão cambial dos últimos dias nos pareceu exagerada. Avaliamos que a cotação do dólar recuará para cerca de R$ 3,00 na média de agosto, permitindo novo corte dos juros na reunião do Copom no dia 20?, afirmou relatório divulgado pela LCA Consultores. A calmaria foi puxada ainda pelo mercado internacional. Os C-Bonds, principais títulos da dívida externa brasileira, buscam uma recuperação dos valores, depois do tombo recente. Risco em baixa Os títulos da dívida do Brasil interromperam nesta terça-feira as fortes perdas registradas na véspera e o risco-país cedeu, na expectativa de aprovação da reforma da Previdência. O risco-Brasil, medido pelo JP Morgan, cedeu 6,57%, para 838 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano, depois de encostar em 900 pontos na segunda-feira. O principal papel da dívida externa do país, o C-Bond, teve alta de 2,10%, a 85% do valor de face. Na véspera, os bônus chegaram a cair quase 3%. A melhora dos bônus do Brasil ajudou a sustentar o mercado de emergentes, apesar da queda de títulos do México na esteira dos Treasuries. Bolsa em alta Os avanços obtidos pelo governo para iniciar a votação da reforma da Previdência no Congresso Nacional estancou o pessimismo do mercado. Embalado pela queda do risco-País e do dólar, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,94%, aos 13.059 pontos. O volume de negócios da sessão somou R$ 591 milhões. O Ibovespa que vence na semana que vem fechou com avanço de 1,46%, sinalizando 13.160 pontos, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMeF).