loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

D�lar fecha a R$ 3,052, risco sobe e bolsa cai

Ouvir
Compartilhar

São Paulo - Os mercados tiveram um dia negativo, apesar da aprovação da reforma da Previdência. O risco país subiu 4,91%, para 898 pontos (o nível mais alto desde 11 de abril), o dólar subiu 1,03%, para R$ 3,052, os juros futuros projetaram alta e o C-Bond recuou 1,10%, vendido a 84,188% do valor de face. Vários fatores, alguns deles técnicos, contribuíram para o dia ruim. No caso do C-Bond, o mercado ?comprou? um otimismo muito grande, que começou a perder força diante da alta dos títulos do Tesouro americano e das pressões sobre o governo contra as reformas. ?Logo cedo, a expectativa era de que haveria um alívio nos negócios por causa da reforma da Previdência. Mas quando os profissionais viram que o C-Bond caía forte, ninguém quis ficar descoberto?, comentou um operador. Quando o mercado viu o C-Bond, todo mundo achou que deveria haver alguma coisa errada?, acrescentou. No que se refere à Bolsa, o principal motivo para a queda foi técnico. Na próxima quarta-feira haverá o vencimento do contrato de Ibovespa na BM&F, e as posições ?vendidas? no índice são pesadas. E a produção industrial caiu 2,1% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, e isso deve prejudicar os resultados das companhias. Houve ainda a invasão do Congresso por manifestantes contrários à reforma. Por fim, a decisão do Banco Central de rolar apenas 11,3% do vencimento de troca de títulos cambiais de ontem pressionou o dólar. O Banco Central rolou uma proporção pequena por causa da baixa demanda e das taxas elevadas propostas pelas instituições financeiras. Os operadores avaliaram que, necessariamente, o BC não errou ao ofertar um volume baixo. ?A oferta deve ter ficado dentro da demanda sugerida terça-feira pelas instituições, na consulta informal feita pelo BC?, observou um profissional. O Banco Central informou que as operações de câmbio realizadas pelo mercado financeiro em julho registraram um saldo positivo de US$ 1,281 bilhão. O resultado reflete o bom desempenho das exportações e as captações feitas pelas empresas brasileiras no exterior. Em julho de 2002, o saldo dessas movimentações foi negativo em US$ 1,309 bilhão. De janeiro a julho deste ano, o movimento acumulado de câmbio foi positivo em US$ 2,219 bilhões, contra um saldo negativo de US$ 5,514 bilhões no mesmo período de 2002. Bolsa A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a fechar em queda nesta quarta-feira, diante da cautela de investidores em relação à votação dos destaques da reforma previdenciária. No mês, a perda é de quase 5%. O Ibovespa recuou o Ibovespa caiu 1,32%. Na parte da manhã, a bolsa paulista chegou a subir 0,99%, ainda refletindo o ânimo momentâneo com a aprovação do texto básico da reforma durante a madrugada.

Relacionadas