Economia
BNDES reduz custo de recursos para microcr�dito
São Paulo - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu as regras para sua linha de financiamento de microcrédito, que terá um orçamento de R$ 1 bilhão para os próximos quatro anos. Segundo o superintendente da área de inclusão social do BNDES, Mário Guedes de Mello Neto, o banco está ?afogado em solicitações? de prefeituras, sindicatos, cooperativas e até bancos privados?. O banco quer que as instituições que repassam microcrédito privilegiem o crédito para inclusão social, oferecendo empréstimos de até R$ 1 mil a uma taxa de juros de 2% ao mês. Haverá ainda uma linha de R$ 1 mil a R$ 5 mil, voltada para a manutenção dos empreendimentos, e outra de R$ 5 mil a R$ 10 mil, destinada a microempresas. Em ambas, a taxa deve ser de 5% ao mês. Para emprestar às instituições, o banco irá cobrar, no caso da primeira linha, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 12% ao ano. Na segunda linha, a taxa é TJLP mais 2% ao ano, enquanto na última é TJLP mais 8% ao ano. A primeira versão das regras - TJLP mais 8% ao ano, para emprestar a 2% ao mês - provocou fortes reações das instituições de microcrédito. A Associação Brasileira de Dirigentes de Entidades Gestoras e Operadoras de Microcrédito (Abcred) chegou a publicar uma carta aberta condenando a atitude do banco - o principal financiador da atividade no País. ?A flexibilização é positiva, mas ainda está em um nível proibitivo para as entidades sem fins lucrativos participarem?, afirmou o presidente da Abcred, José Caetano Lavorato. ?Agora dá para começar a negociar?, disse o presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (Abscm), Euds Furtado.