Economia
Banco Central defende queda gradual dos juros
Brasília - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem, que a queda gradual dos juros tem melhor efeito sobre a economia do que uma redução brusca da Selic. ?Evidentemente, existe uma dose grande de ansiedade. Mas certamente, a queda gradual dos juros tem melhor efeito. É preciso manter a serenidade. Em um momento de crise, não nos deixamos contaminar pelo pânico. Agora, não podemos ser influenciados pela euforia?, disse. Meirelles disse ainda que a disparada do Risco Brasil não é preocupante. ?O mercado funciona como expectativa. A alta do risco-país, na minha opinião, é um movimento técnico de correção. O recuo do índice será uma tendência natural?, garantiu. O risco-país é calculado pelo banco de investimento J.P. Morgan e mede a capacidade que um país tem de honrar suas dívidas. O presidente do BC disse que o fato de o governo ser novo também preocupa o mercado. ?O governo é novo e ainda está se ajustando. Isso preocupa o mercado, o que é muito natural. Ele está aí para se preocupar mesmo?, disse. Ao ser questionado sobre quando seria o melhor momento para a redução do compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a depositar no BC todos os meses), Meirelles foi taxativo. ?O Banco Central não costuma comentar sobre decisões que serão tomadas no futuro?, afirma. Meirelles garantiu que o governo já está criando condições para a recuperação da economia. ?Estamos vivendo hoje o que aconteceu no começo do ano. As condições já estão sendo dadas para a recuperação. O País está pagando hoje, o preço de uma crise que vem lá de trás?, disse Custo de vida O Índice de Preço ao Consumidor da cidade de São Paulo (IPC-SP) registrou alta de 0,35% em julho em comparação com o mês anterior, quando o indicador apresentou deflação de 0,29%. O IPC é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o indicador acumula alta de 6,16%, sendo que, em 12 meses, a inflação é de 14,19%.