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Taxas e impostos que massacram o consumidor

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Já ao nascer, o cidadão brasileiro paga impostos, inseridos nos custos de equipamentos hospitalares da rede pública ou nos valores cobrados pelos planos de saúde privados. Paga também ao morrer, quando a família se vê diante das taxas exigidas para sepultar o corpo. Durante toda a vida, estamos submetidos à imposição dos impostos. São tantos e tão diversos, que transformam o Brasil no campeão mundial de tributos. Em 2002, 36,86% do Produto Interno Bruto (PIB) resultou de cobrança tributária. ?Isso significa que os governos federal, estaduais e municipais abocanharam quase 40% de tudo o que foi produzido no País? ? afirma o economista alagoano João Barbosa Neto, confirmando que os inúmeros impostos cobrados direta ou indiretamente formam o maior conglomerado de tributos do mundo. Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers mostra que além dos impostos diretos, a população tem que enfrentar os chamados impostos ?invisíveis?, aqueles que incidem sobre o consumo e serviços e que mais pesam na renda familiar. Esses impostos chegam a representar 58% dos tributos tirados da família brasileira. A empresa Price usou como base do trabalho dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, da Fundação Getúlio Vargas. Essa pesquisa analisou 240 itens, como alimentação, higiene e limpeza, moradia, transporte, saúde, vestuário, comunicação, lazer e aquisição de bens duráveis. Quando compra um creme dental o consumidor transfere para o governo 28% do preço do produto. Há imposto de 32% embutido também na compra do sabonete. Como em toda compra o consumidor está sempre pagando a conta da pesada carga tributária brasileira. São tributos como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS), Confins e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a famosa CPMF. Reforma Os impostos estão no banho quente, no uso do carro para ir ao trabalho, quando se paga em média 57% de tributos sobre um litro de gasolina. Mesmo quem vai de ônibus ou táxi está pagando impostos. Sair para almoçar fora de casa também significa depender de uma parte do que é pago na conta para o governo. Os especialistas revelam que 25% do valor do almoço vão para os cofres públicos. ?Esse quadro não agrada a nenhum segmento da sociedade, sufocando em muito a economia, aqueles que produzem, gerando a insatisfação dos consumidores, exatamente pela precariedade dos serviços sob a responsabilidade do Estado? ? afirma João Neto. O economista, e ex-deputado estadual, revela que outros países com níveis de tributação elevado, ao contrário do Brasil, assumem responsabilidades sociais em níveis satisfatórios garantindo o bem-estar da população.

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