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Relat�rio do BC apresenta persist�ncia de filas em bancos

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De acordo com o mais recente relatório do Banco Central sobre a qualidade do atendimento prestado pela rede bancária, persiste o problema comum a todos os bancos, as longas filas, como explicou o diretor-financeiro do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Edmundo Saldanha, ao apresentar o relatório. Ele explica que para resolver o problema das filas foi sancionada uma lei municipal determinando tempo de espera de até meia hora, por cada cliente do banco. ?Os banqueiros entraram com ação na Justiça e conseguiram suspender a lei. Nós contestamos e o próprio município recorreu da decisão porque tem se mostrado interessado em que os bancos contratem mais pessoas, aumentando a oferta de trabalho na cidade. A Procuradoria do Município está aguardando o julgamento do mérito numa instância superior. Só através de um mecanismo legal os banqueiros resolvem a situação?, reconhece o diretor do Sindbancários. Ele frisa que o lucro dos bancos é alto, mas a mentalidade dos banqueiros é de reduzir cada vez mais as despesas operacionais. ?A ganância pelo lucro não tem limite. Vale tudo, inclusive, submeter os clientes a filas enormes, onde se passa mais de uma hora para ser atendido. Os bancários trabalham com sobrecarga, vivem estressados e são pessimamente remunerados?, desabafa Edmundo. Enquanto a lei continuar com seu efeito suspenso não se pode punir dos bancos, como diz a diretora do Procon, Wedna Miranda, ressaltando que é importante o Banco Central divulgar a lista completa dos piores bancos para que a população tome a iniciativa de procurar as agências que trabalhem com mais consideração com os clientes. De acordo com Edmundo Saldanha, as salas de auto-atendimento (caixa eletrônico) também vivem cheias e há um agravante: na maioria das vezes não existe serviço de segurança. Apesar disso, as agências investem cada vez na automação, demitindo funcionários, como frisa o sindicalista, lembrando que Alagoas já teve 6.500 bancários. Hoje, está com 2.100 e houve fechamento de 15 agências nos últimos 10 anos, como o Produban, Banerge e Meridional, entre outros. Em nível nacional, os bancários reivindicam a ampliação da jornada de trabalho de seis para 10 horas diárias, sendo dividida em dois turnos. ?O expediente ao público teria que ser das 8 às 18 horas. A realidade financeira dos bancos permite isto, o que falta é prioridade, por parte dos banqueiros, para prestar um atendimento de qualidade a população?, concluiu Edmundo.

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