Economia
ICMS vai servir de base para criar programa de microcr�dito em AL
EDIVALDO JUNIOR Para assegurar o desenvolvimento, o governador Ronaldo Lessa diz que pensa primeiro nos pequenos empresários. Ele já definiu com o secretário executivo da Fazenda, Sérgio Dória, um ousado programa de microcrédito. ?Meu compromisso é destinar pelo menos 0,5% da arrecadação do ICMS para financiar os microempreendedores alagoanos?, revelou Ronaldo Lessa. Somados aos recursos para esse mesmo fim que estão sendo anunciados pelo governo federal, Lessa aposta que o microcrédito vai fomentar negócios e melhorar a renda dos alagoanos. Mas o governador também aposta nos grandes. Para garantir a formação do ?cluster? do pólo de Marechal Deodoro, ele está empenhado pessoalmente na atração de grandes empresas transformadoras de PVC. ?Já estamos em contato com alguns grupos e devemos atrair para o Estado uma grande empresa que vai trabalhar junto com Salgema (Braskem) na consolidação do pólo?, disse. A aposta do governo é trazer para o Estado indústrias de terceira e quarta gerações que passarão a fabricar produtos a partir do PVC. A agricultura é outro caminho apontado pelo governador. Ele quer formar novos pólos de desenvolvimento do setor no Estado a partir do canal do sertão. Mas antes disso acho que é preciso explorar o ?canal? já existente ? o Rio São Francisco. ? Já falei para Arnóbio (coordenador da Célula de Desenvolvimento) que quero projetos de exploração baseado na irrigação ao longo do São Francisco. Esse canal já está pronto e podemos desenvolver ao longo de suas margens projetos fantásticos que podem melhorar a renda do alagoano?, afirmou. Ainda nesse setor, Lessa disse que vai fazer concurso na Secretaria da Agricultura para garantir assistência aos pequenos produtores e que vai intensificar programas, como o do Leite. ?Hoje são distribuídos oito mil litros de leite por dia. Já mandei dobrar. Em poucas semanas quero chegar a 50 mil litros e depois a 80 mil litros de leite distribuídos com as famílias carentes todos os dias. Só preciso saber se os produtores estão organizados e terão condições de entregar o leite?, disse. Para tocar os projetos, Lessa disse, no entanto, que depende de parcerias com a sociedade e com os empresários. ?Estou aberto para ouvir sugestões?, avisou.