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Redu��o no pre�o da gasolina era alarme falso

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EDIVALDO JUNIOR ?O preço da gasolina e do álcool cai em alguns estados?. A notícia, divulgada em alguns sites, ontem, antecipava que a partir do sábado, 16, os combustíveis ficariam mais baratos em pelo menos oito estados. Entre eles, Alagoas. Mas não passou de alarme falso. Pelo menos no caso alagoano, foi possível apurar que se trata de uma interpretação equivocada do ato Cotepe, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicada no Diário Oficial da União, ontem. Na verdade, o que muda é apenas o preço de referência dos combustíveis, ato rotineiro no programa de substituição tributária. ?A cada 15 dias publicamos os preços de referência, que são calculados a partir de uma média ponderada. Ou seja, a pesquisa reflete o preço que já é praticado nas bombas e, portanto, não deve alterar o preço ao consumidor?, explica o coordenador do programa de Substituição Tributária da Secretaria Executiva da Fazenda (Sefaz), Carlos Messias. O preço de referência, que era de R$ 2,25 por litro de gasolina caiu, segundo a Sefaz, para R$ 2,19, refletindo o preço praticado nos postos do Estado. ?Esses valores e o dos outros combustíveis servem para a cobrança do imposto, mesmo que o revendedor cobre um preço abaixo ou acima?, explicou o coordenador . O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sindicombustíveis/Al), Roberto Mascarenhas, confirma a interpretação da Sefaz. ?O preço de pauta (referência) que está sendo cobrado está mais alto do que o valor que estamos cobrando. Pelo que sei, será feita a correção desse valor. Mas o preço só cairá na bomba se houve uma redução das distribuidoras. No momento, não existe essa perspectiva?, afirmou. Segundo o diretor do Sindicombustíveis, na semana passada as distribuidoras aumentaram a gasolina de um a 1,5 centavo, alegando reajuste no preço do álcool anidro. ?Não repassamos esse reajuste para o consumidor. Mas não temos como absorver novos aumentos?, alerta, acrescentando ?nós apenas repassamos os preços e muitas vezes somos confundidos. Quem define preços é o governo, as refinarias e as distribuidoras?.

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