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Economia

Indicadores mostram que economia volta a crescer

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São Paulo - Ainda que de maneira tímida, começam a aparecer os primeiros indicadores de atividade que apontam para uma possível reversão do desaquecimento na economia. Analistas têm se debruçado sobre os números - de junho e julho, sobretudo - para confirmar se tais números revelam uma tendência ou apenas um alívio temporário na esteira do recente desaperto nos juros. A produção de bens de consumo duráveis, segmento que mais sofreu com a retração nos meses anteriores devido à sua forte sensibilidade ao crédito, é a que traz novidades mais positivas. Em junho, o segmento cresceu 2,6%. ?É o primeiro dado positivo nos bens duráveis após cinco meses consecutivos de queda. E são justamente os duráveis que costumam liderar a reversão dos ciclos econômicos?, comenta o economista-chefe do HSBC, Alexandre Bassoli. Duráveis Boa parte dessa retomada nos duráveis foi resultado da indústria automobilística, que também traz algumas boas novas. Segundo os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) até julho, a produção dessazonalizada aumentou 0,7%, período em que as vendas no mercado doméstico cresceram 3,7%, de acordo com o Unibanco. Até então, essas vendas internas registravam queda de 8,3%. Ao mesmo tempo, as vendas voltadas ao mercado externo, que chegaram a experimentar crescimentos de quase 80% no primeiro semestre, começam a registrar pequena queda, de 1,5%. ?É o segundo mês consecutivo em que as vendas internas crescem?, diz Spacov, destacando sempre a dessazonalização e a média móvel nos cálculos. Ele sublinha como horizonte positivo a forte correlação da produção industrial com a taxa de juros reais longas (pré x swap de 360 dias menos inflação projetada para os próximos 12 meses). Tais juros caíram bastante com o fechamento das taxas nesses contratos longos (de 33% no começo do ano para algo como 21%), aliado a uma queda não tão rápida da Selic. A boa notícia nesse sentido é que os duráveis costumam reagir com uma defasagem menor que os demais segmentos da indústria, que tendem a absorver os efeitos positivos dessa redução dos juros reais no futuro. Varejo A aparente reversão na produção de bens duráveis também começa a se refletir nos dados de varejo. Sobre os últimos números Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, os economistas do Unibanco concluem que o mês de junho registrou o primeiro crescimento - da média móvel de três meses dessazonalizada - desde outubro. De outubro até maio, a queda acumulada é de 6,9%. Em junho, o varejo aponta um crescimento de 1,6%. ?Além disso, todos os subsetores pesquisados registraram taxas positivas, com exceção apenas do vestuário. Eletroeletrônicos e móveis registraram crescimento de 5% na série dessazonalizada?, enfatiza Spacov.

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