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�ndice de Custo de Vida da classe m�dia registra redu��o de 0,42% em julho

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São Paulo - Para as famílias residentes na capital paulista, com renda entre 10 e 40 salários mínimos, o poder de compra, na média, aumentou em julho. Segundo pesquisa feita pela Ordem dos Economistas de São Paulo para o cálculo do Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), os preços no varejo caíram 0,42%. Trata-se de uma queda menor dos preços se comparada à taxa negativa registrada em junho, que fora de 0,59%. A explicação para a diminuição no ritmo de queda da inflação do mês retrasado para o mês passado está na entrada da influência do reajuste da telefonia fixa na composição do índice. Em julho, o ICVM já captou um aumento de 10,62% do aumento da telefonia no serviço de instalação de linhas. Além disso, o índice sofreu o impacto de um aumento de 16,48% na tarifa do gás encanado. Estes dois serviços contribuíram significativamente para a ligeira alta de 0,06% do grupo Habitação. A análise do comportamento da inflação no período de sete meses, entre janeiro e julho, incluindo a queda dos preços no mês passado, mostra uma taxa de 4,18% e, em 12 meses, de 13,64%. A pressão de alta exercida pelo grupo Habitação na formação do ICVM em julho contou também com a contribuição de uma elevação de 0,28% do grupo Saúde. Os produtos farmacêuticos apresentaram queda de 0,41%, mas na contrapartida, os serviços médicos foram reajustados, para cima, em 0,53%. O que garantiu, ainda em um ritmo menor, a queda da inflação para a classe média paulistana em julho foram as variações negativas apresentadas pelos demais grupos de produtos que compõem o ICVM. Transporte Pela ordem de grandeza, o grupo Transporte fechou em queda de 2,03%, refletindo a redução de 11,90% no preço do álcool combustível na ponta do consumidor e de 1,98% no preço do litro da gasolina. Os transportes públicos mantiveram-se estáveis. O grupo Alimentação continua reduzindo seu ritmo de queda, mas ainda fechou com variação negativa de 0,54% na média de julho. Foram destaques nesta queda os preços da batata (17,39%), feijão (15,31%), açúcar (-4,60%) , legumes (-3,21%) e verduras (-2,09%). A queda dos alimentos só não foi maior porque os produtos semi-elaborados estão começando a inverter a mão, com destaque em julho para os preços das carnes de frango (5,29%) e bovina (0,73%). O Vestuário fechou em queda de 0,17%, Despesas Pessoais, com redução de 0,13% e o grupo Educação com ligeira baixa de 0,01%.

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