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Bancos p�blicos cobram juros de mercado

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São Paulo - A estratégia do governo de utilizar os bancos públicos federais para estimular a redução das taxas de juros cobradas pelas demais instituições financeiras ainda não está clara. Apesar de inferiores em certos casos, as taxas de juros mensais do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) não apresentam diferenças significativas em relação ao bancos privados. Isso é o que mostra levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apurado ontem e também a pesquisa de agosto da Fundação Procon de São Paulo, realizada nos dias 7 e 8, portanto antes da redução anunciada por oito grandes bancos na semana passada. Enquanto a taxa média do empréstimo pessoal das 12 instituições pesquisadas pelo Procon é de 5,95%, BB e Caixa cobram 5,90% e 6,10% respectivamente. No cheque especial, BB e Caixa aparecem ligeiramente abaixo da média de 9,17%, com 8,70% e 8,90%. ?Apesar de terem uma função social, os bancos públicos cobram o mesmo, e, em certos casos, até mais do que os privados?, afirmou o presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. ?Se o governo quer que os bancos comerciais baixem as taxas, os públicos precisam dar o exemplo.? O presidente do BB, Cássio Casseb, sustenta que as taxas dos bancos federais já são menores, mas usa argumento semelhante ao de banqueiros privados ao dizer que não basta vontade para que sejam reduzidas. ?Não adianta imaginar que a taxa pode ser praticada por pura vontade. Temos de conseguir isso em um processo de crescimento. Aí você consegue espaço para que as taxas efetivamente caiam.? O economista da ABM Consulting Guilherme Castilho também defende reduções mais ousadas nos bancos públicos, mas acredita que uma redução drástica poria em risco o sistema financeiro. ?Os bancos não podem abrir mão de rentabilidade, sob o risco de quebrarem?, diz Castilho.

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