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Economia

Crise reduz consumo de cosm�tico e perfumaria

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A vaidade do brasileiro fez com que um setor crescesse vertiginosamente nos últimos anos: a indústria de cosméticos e perfumarias. Só em 2000, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) registrou um crescimento de 15,7% - 25,5% em perfumaria, 14,3% em cosméticos e 14,4% em higiene pessoal. Mas, os reflexos do agravamento da crise econômica e a conseqüente perda de renda da população, está fazendo com que esse quadro comece a mudar. Dados da própria Abihpec mostram que as vendas do segmento despencaram 11% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2002. A indústria de higiene pessoal, perfumarias e cosméticos oferece hoje um arsenal de produtos para quem quer se manter bonito: protetores solares, produtos para cabelos, maquiagem, cremes, loções, óleos e géis, nem sempre tão baratos. Queda O presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto, confirma que as vendas nos supermercados caíram em todos os segmentos, inclusive no setor de higiene e limpeza. Mas, garante que não foram tão acentuadas assim. ?O que está mudando é o hábito das pessoas: elas estão trocando os produtos mais caros pelos mais baratos?, observa. Ele ressalta que os produtos de higiene e limpeza não podem faltar em casa. E mesmo diante da crise econômica, ninguém nunca os deixa de comprar. A economista Luciana Caetano observa que em momentos de perda de poder aquisitivo a tendência é que às pessoas redefinam seus hábitos, estabelecendo prioridades de gastos com alimentos, vestuários. Ela estranha, no entanto, a queda das vendas de produtos de higiene pessoal e cosméticos, um dos setores da economia brasileira que mais cresceu nos últimos anos. Ela acredita que a linha de higiene e cosméticos de alto valor não tenha sido atingida por essa queda. ?Talvez essa queda seja sentida na linha direcionada para pessoas com menor poder aquisitivo?, comenta Luciana, acrescentando que o preço dos produtos de higiene e limpeza tem sofrido uma variação muito grande. Ela salienta, no entanto, que muita gente vai até as últimas conseqüências, e não abre mão de certos produtos de beleza, já que manter bem a aparência é uma exigência inclusive do mercado de trabalho. A professora Maria José Costa sentiu no bolso o peso de satisfazer sua vaidade. Com algumas manchas no rosto, ela decidiu se submeter a um tratamento para clareamento da pele. ?Me assustei com o preço dos produtos prescritos pela dermatologista e quase desisti do tratamento?, conta. ?Só na primeira fase do tratamento gastei mais de R$ 200?. A saída foi fazer a compra dos produtos a prazo. ?Apesar de tudo, estou satisfeita com o resultado até agora?.

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