Economia
Pre�o do leite sobe R$ 0,02 para o produtor
EDIVALDO JUNIOR O Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal) comunicou, ontem, que o preço mínimo do leite pago ao produtor foi elevado em dois centavos de real, passando, a partir desta quinzena, de R$ 0,42 para R$ 0,44 por litro. O reajuste de 4,6%, informado em primeira mão ao secretário da Indústria e Comércio do Estado, Geminiano Jurema, no entanto, não deve acabar com a pressão dos produtores, que estão reivindicando, das indústrias, preço médio igual aos praticados no Sudeste e do governo, isenção fiscal para o leite pasteurizado e queijo coalho e um programa de ajuda para os pecuaristas do semi-árido enfrentarem o período seco. ?Não acredito que esse reajuste faça parte do acordo que eles prometeram. Esperávamos um valor bem mais alto?, reagiu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (FAEAL), Álvaro Almeida, referindo-se às negociações iniciadas há duas semanas entre produtores e indústrias, intermediadas pelo governo. ?Esse valor está baixo e não resolve o problema. Queremos a equiparação com o Sudeste e principalmente transparência. As indústrias alegam que estão pagando um preço médio de R$ 0,48, mas não mostram suas planilhas. No nosso entender, as contas das indústrias continuam dentro de uma caixa preta?, reagiu Domício Silva, diretor do Sindicato dos Produtores de Leite (Sindileite). O secretário Geminiano Jurema, que intermedia as negociações entre as duas partes, antecipou que independentemente do reajuste, o compromisso das indústrias é definir a formação, dentro de no máximo 90 dias, do Conseleite ? conselho paritário, que vai definir os preços do leite no Estado. O presidente do Sileal, Ricardo Sampaio, explicou que o reajuste de R$ 0,02 já está valendo desde o dia 16 deste mês, o que deverá elevar o preço médio pago aos produtores no Estado. ?Na composição do valor pago ao produtor, além do preço mínimo são calculados também bonificações pela ordenha mecânica, granelização (resfriamento do leite na fazenda) e volume de produção?, afirma, acrescentando que ?no caso de Alagoas não calculamos o valor do transporte, descontado dos produtores em outros estados, que se fosse levado em consideração ajudaria a deixar os preços pagos aqui muito próximos, hoje, dos pagos no Sudeste?, disse.