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Adultera��o cai e livra AL da CPI dos combust�veis

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EDIVALDO JUNIOR / BLEINE OLIVEIRA Em relatório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgado pela GAZETA DE ALAGOAS há menos de quatro meses (em 25 de abril) Alagoas aparecia como campeã nacional de adulteração da gasolina. O Índice de Não-Conformidade (INC) era de 31,1%. No boletim de qualidade da ANP divulgado essa semana, com resultados de julho, Alagoas inverteu a posição. O Estado aparece com o menor índice (1,2%) de adulteração da gasolina do País. E repete a posição no diesel e no álcool hidratado, com INC de 0% (zero) para ambos. Em relação ao mês anterior, o resultado de julho representa uma queda de 3,9 pontos percentuais ou 76,4%. O índice de 1,2% é o melhor obtido pelo Estado desde que a ANP começou a divulgar as pesquisas de qualidade. Comissão Ontem, ao mesmo tempo em que circulavam os dados da ANP, foi divulgada a notícia de que Alagoas não é mais alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investiga a adulteração e sonegação de impostos na venda de combustíveis. Os parlamentares da Comissão tiraram Alagoas do roteiro de visitas, incluindo no Nordeste apenas Pernambuco, Bahia e Paraíba. ?Não há mais necessidade, o combustível vendido em Alagoas é hoje um dos melhores do País?, declara o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindcombustíveis), Mário Jorge Uchôa. Para justificar a afirmação ele cita a ANP. ?De 87 amostras coletadas no Estado apenas uma estava fora das especificações?, destacou. Já o sindicato, garante Uchôa, recolheu 357 amostras e em nenhuma delas constatou-se adulteração. Segundo ele, essa qualidade explica, em parte, a diferença nos preços entre Alagoas e outros estados nordestinos. ?Adulteração e sonegação andam juntas?, afirma o presidente do Sindcombustíveis A meta do sindicato é continuar fiscalizando, para que esses índices sejam mantidos e, no caso da gasolina, que baixem ainda mais. O Estado, assegura Mário Jorge Uchôa, já esteve entre os campeões de combustível adulterado. ?Mas graças à campanha que fizemos e à intensa fiscalização, o quadro mudou quase totalmente?, comemorou. O secretário-adjunto da Receita Estadual, Evandro Lôbo, disse que a vinda ou não da CPI não muda as estratégias do governo na luta contra a adulteração e a sonegação. ?Estamos acompanhando de perto a comercialização e verificamos que os índices baixaram, mudando a situação de irregularidade anterior?, concluiu.

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