Economia
D�lar sobe 0,33% e volta a fechar acima de R$ 3
São Paulo - O dólar subiu 0,33% e fechou a R$ 3,005, um dia após o Copom (Comitê de Política Monetária) cortar a taxa Selic de 24,5% ao ano para 22%. A alta da moeda, a segunda consecutiva, é considerada modesta, fruto de um ajuste técnico. A redução do juro deixa mais atraente o investimento no câmbio. Nem o impasse político sobre o cronograma da votação da reforma tributária em primeiro turno no Congresso estressou o mercado, reforçando a tese de que o dólar passou da fase dos solavancos, como ocorreu no início deste mês. A moeda dos EUA tenta consolidar a marca dos R$ 3,00 como um ponto de equilíbrio, sem muito espaço para romper no curto prazo a barreira dos R$ 3,20, segundo o operador de câmbio do banco holandês Rabobank, Jorge Kattar. Ontem, as cotações oscilaram entre uma mínima de R$ 3,00 (alta de 0,16%) e uma máxima de R$ 3,016 (alta de 0,70%). A moeda acumula alta de 1,2% em agosto, mas uma queda de 15% no ano. Risco-Brasil O C-Bond terminou com variação negativa de 0,07%, negociado a US$ 0,8931. A taxa de risco brasileira, medida pelo banco de investimentos J.P. Morgan e que avalia a capacidade de um país honrar suas dívidas, o Risco Brasil, subiu 0,13%, para 737 pontos. IPCA ?15 em alta Depois de um período de queda nos preços, a inflação volta a aparecer. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto apresentou uma variação positiva de 0,27%, contra uma queda de 0,18% em julho. O resultado acumulado do ano está em 7,84% e, nos últimos 12 meses, em 15,17%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).