Economia
D�lar, bolsa e risco-pa�s fecham em queda
São Paulo - Após 11 pregões consecutivos em alta, a Bovespa finalmente realizou lucros ontem, fechando em queda de 0,38%. Mesmo assim, o Ibovespa fechou a semana com valorização de 5,21%. O dólar comercial recuou 0,63%, para R$ 2,986, enquanto o C-Bond avançou 0,84%, vendido a 90,125% do valor de face, e o risco país caiu 16 pontos, para 720 pontos-base. Os juros futuros continuaram projetando queda. A expectativa de recuperação econômica, principalmente no quarto trimestre, continua sendo o pano de fundo para o mercado acionário. Afirma-se que os contratempos na reforma tributária não deverão estragar esse quadro de forma significativa. Em Wall Street, o Índice Dow Jones caiu 0,79%, e a Nasdaq, 0,69%. ?Mas ninguém deu importância para Nova York?, comentou um operador. As maiores altas do Ibovespa foram registradas por Braskem PNA (7,78%), Comgás PNA (6,20%) e Gerdau PN (2,99%). As maiores baixas ficaram com Copel PNB (3,72%), Telemig Participações PN (3,08%) e Vale PNA (3,06%). O volume financeiro foi de R$ 744 milhões, e o contrato de Ibovespa futuro para outubro projetou baixa de 0,40%. O dólar comercial operou em queda o dia todo. Segundo operadores, houve aumento do fluxo financeiro e, com isso, de operações ?casadas? de dólar à vista e futuro na BM&F. O recuo dos preços e o aquecimento dos negócios à vista também foram sustentados pela desmontagem de parte de posições em dólares por tesourarias de grandes bancos, visando à migração dos recursos para ativos mais rentáveis. Títulos A alta do C-Bond - pela primeira vez desde 29 de julho o papel foi vendido acima de 90% do valor de face - e o recuo do risco Brasil também contribuíram para a queda da moeda americana. O título da dívida brasileira foi ajudado pela queda do juro dos bônus do Tesouro dos EUA. A partir de quarta-feira, poderá haver volatilidade. Isso porque na sexta-feira será formada a taxa média ponderada do dólar à vista (ptax) que no dia 1.º de setembro será usada na liquidação e ajustes do dólar futuro do próximo mês e do vencimento de US$ 929,9 milhões em trocas cambiais. E dia 28 vence uma dívida do País em bônus ?samurai?. O paralelo fechou em R$ 3,050, com alta de 0,33% e ágio de 2,14%. O contrato de dólar futuro para setembro projetou desvalorização de 0,59%. Na BM&F, a curva de juros futuros acentuou a tendência declinante. Embora o mercado aguarde a ata da mais recente reunião do Copom e novos dados sobre a inflação, já se acredita que a Selic fechará o ano abaixo do que se previa. Com exceção dos contratos de curtíssimo prazo, os demais projetam taxas na casa de 19% ou 20% ao ano.