loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Meirelles defende crescimento sem “solu�os” nem “bolhas”

Ouvir
Compartilhar

São Paulo - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que o crescimento é o maior desafio do Brasil neste momento. ?Mas não qualquer crescimento. A sociedade brasileira já não suporta soluços ou bolhas que se desmancham no ar. Sabemos hoje que não é um desempenho econômico espasmódico que nos levará ao futuro que queremos?, disse. Segundo o presidente do BC, o desafio do país é outro. ?É construir responsavelmente as condições para crescer de forma sustentada, a taxas bem mais elevadas que as registradas ultimamente, por muitos e muitos anos.? Na avaliação de Meirelles, este crescimento sustentado nascerá da ampliação da capacidade produtiva da economia brasileira. ?É dele que nascerá o Brasil do futuro, com distribuição de renda e inclusão social.? Ele afirmou ainda que um dos grandes desafios do processo de desenvolvimento é a necessidade de ultrapassar ?entraves e gargalos? que impedem a expansão sustentada da capacidade produtiva da economia. ?O Brasil não tem alternativa diante da magnitude de seus problemas. Temos que enfrentá-los, sem mágicas ou invencionices. O governo Lula tem demonstrado seu compromisso inequívoco com esse processo de construção responsável do futuro, comprovando que é possível aliar crescimento sustentado com justiça social tendo como pré-requisitos essenciais a estabilidade monetária e a responsabilidade fiscal.? Para Meirelles, o verdadeiro determinante do crescimento de longo prazo é o nível de investimento de uma economia. ?Para que o crescimento realmente se materialize de forma sustentada, será preciso mobilizar o volume de investimentos necessários à ampliação sustentada da capacidade produtiva. O aumento do volume de investimento requer que se mobilize a poupança?, afirmou. Ele destacou o regime de metas de inflação, que ?tem permitido enfrentar com sucesso os choques de oferta e de expectativas que atingiam a economia brasileira na virada do ano com a flexibilidade necessária para evitarmos custos desnecessários em termos de nível de atividade?, disse.

Relacionadas