Economia
NÚMERO DE ALAGOANOS QUE TRABALHAM EM VEÍCULOS CRESCE 9,3%
Em 2018, 35 mil alagoanos desempenhava função de motorista de aplicativo, taxista, motorista e cobrador de ônibus em Alagoas
A quantidade de trabalhadores alagoanos que tem como local de trabalho um veículo automotor cresceu 9,3% no estado em 2018 quando comparado com o ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número, que estava estagnado em 32 mil desde 2016, aumentou para 35 mil no ano passado. Ao todo, esses trabalhadores representam 11% das pessoas ocupadas no setor privado em Alagoas.
Nessa categoria se encaixam os motoristas de aplicativo, taxistas e motoristas e cobradores de ônibus. Segundo a pesquisadora Adriana Beringuy, as recentes altas podem estar relacionadas ao crescimento dos serviços de transportes de passageiros e de entregas por aplicativos de celular, refletindo as mudanças na economia atual.
Em todo o País, o número de pessoas que trabalham em veículos aumentou 29,2% em 2018 e chegou a 3,6 milhões, com 810 mil pessoas a mais em relação a 2017. É a maior alta em termos percentuais e absolutos desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (18) pelo IBGE.
Entre 2012 e 2014, o número de ocupados que trabalhavam em veículo ou em área pública se manteve razoavelmente estável, oscilando na casa dos 2,6 milhões o primeiro grupo e de 1,8 milhão o segundo.
A partir de 2015, houve uma pequena alta entre aqueles cujo local de trabalho eram os veículos, mas sem grandes oscilações até 2017. As Regiões Norte (5,3%) e Sudeste (5,2%) apresentaram os principais percentuais de pessoas ocupadas em veículo em 2018.
A pesquisa mostrou também que a maior variação percentual no que se refere a local de trabalho no Brasil foi das pessoas que trabalham em estabelecimento de outro empreendimento, com uma alta de 38,3%. “Isso pode indicar um crescimento da terceirização nas empresas.
Já aqueles cujo local de trabalho são as vias públicas, tiveram um pico de alta de 2015 para 2016, passando de 1,8 milhão para 2 milhões (12,4%), e outro de 2017 para 2018, indo de 2,1 milhões para 2,3 milhões (12,1%). Na Região Sudeste, ocorreu a maior expansão (23,9%), gerando um contingente de 686 mil pessoas. Mas a Região Nordeste permaneceu sendo aquela com o maior número de pessoas ocupadas em via ou área pública: com 957 mil pessoas.
Outra retração apresentada na pesquisa foi no trabalho em fazenda, sítio, granja ou chácara. Em Alagoas, o percentual de pessoas trabalhando nesses locais vêm caindo gradativamente, e saiu de 20,6% em 2015 para 14,0% em 2018, ou seja, redução de 6,6 pontos percentuais. “Há uma tendência de queda gradual observada desde o início da série, em 2012. Essa diminuição está ligada ao processo de êxodo rural e mecanização dos processos”, avalia Adriana Beringuy.
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* Sob supervisão da editoria de Cidades.