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Economia come�a a dar sinais de aquecimento, diz Palocci

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Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou ontem que a economia mostra os primeiros sinais de aquecimento. ?Os dados que estavam mostrando restrições no processo econômico começam a se acomodar. Esse é o primeiro sinal de que vamos começar a ter um aquecimento?, disse o ministro, em rápida entrevista após receber o economista e prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz. Segundo o ministro, o conjunto de medidas já adotadas pelo governo tem permitido a redução dos juros em todo o mercado. Entre essas medidas, Palocci citou o programa de incentivo ao microcrédito, que começou a funcionar este mês. ?Já há redução de juros em todo o mercado e a redução de juros no consumo básico. Esse conjunto de medidas certamente vai trazer uma crescimento da economia?, afirmou. Palocci disse que o programa de desconto em folha de pagamento de empréstimos concedidos por bancos a trabalhadores da iniciativa privada vai ser também um importante medida para a redução do spread bancário. Ele informou que a medida provisória que permitirá o desconto em folha só depende da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ?Está praticamente pronta. A grande novidade é o desconto em folha porque permite reduzir bastante o spread. Ela cria o ambiente de negociação entre empresas, bancos e entidades sindicais que vai permitir uma redução expressiva do spread bancário?, afirmou. O ministro disse que o governo estuda algumas idéias para melhorar o crédito dos trabalhadores aposentados. O Ministério da Fazenda, confirmou ele, está estudando o pedido da Associação Comercial de São Paulo para que as empresas tenham um prazo maior de recolhimento dos impostos federais. Com essa medida, as empresas do comércio reduziriam o custo do seu capital de giro e poderiam oferecer um crédito mais barato para os consumidores. Palocci disse que a proposta é viável: ?Vamos estudar. Tecnicamente é viável. Existem algumas dificuldades estruturais nossas, mas vamos avaliar a possibilidade de fazer.?

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