Economia
D�lar se mant�m abaixo de R$ 3 e contraria mercado
São Paulo - O dólar caiu 0,26% e fechou abaixo dos R$ 3 pela terceira sessão consecutiva. No fim dos negócios, US$ 1 custava R$ 2,988. A três dias úteis para o fim de agosto, já se considera ?furado? o palpite do mercado, feito em julho, de que a moeda americana se firmaria acima dos R$ 3 neste mês. Muitos investidores estão perplexos com a estabilidade nas cotações do dólar. No mês passado, alguns projetavam a moeda acima de R$ 3,00, rumo a R$ 3,10 e R$ 3,20. Atualmente, reina a tranqüilidade no mercado, com o risco Brasil e os juros futuros em queda, a Bovespa e os títulos da dívida externa do país em alta. Esse otimismo ganha força com a expectativa de aprovação das reformas tributária e da Previdência no Congresso. Os sinais de recuperação da economia dos EUA também favorecem, por tabela, as perspectivas para o Brasil. Ontem, foi divulgada que a confiança do consumidor norte-americano subiu em agosto, sinalizando uma retomada da maior economia do planeta. Por um lado, isso ajuda o Brasil, pois as empresas nacionais tendem a vender mais para o principal parceiro comercial do país. O que se vê nas últimas semanas é um dólar comportado, oscilando próximo dos R$ 3. O fluxo de dólares para o país é positivo ? seja via comércio exterior [o superávit da balança surpreende a cada semana], seja via investimento estrangeiro. A inflação está sob controle, e o mercado revisa suas estimativas e prevê novos cortes de juros, com a taxa Selic com chance de ficar abaixo de 19% ao ano no primeiro Natal do governo Lula. Risco-Brasil O risco Brasil ficou ontem abaixo de 700 pontos pela primeira vez em 70 dias (desde 17 de junho passado), com o forte apetite dos investidores estrangeiros pelos títulos da dívida externa brasileira. O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, caiu 3,05% e fechou aos 697 pontos. Esse risco é medido pelo número de pontos percentuais de juros que o governo tem de pagar a mais que os EUA para conseguir empréstimos no exterior. Quanto menor o risco, mais fácil e barato fica captar dinheiro no mercado internacional. O C-Bond, principal da dívida externa do país, avança e volta a ser negociado acima de US$ 0,90, cotado a US$ 0,902, o melhor preço em um mês.