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SETOR DE SERVIÇOS ALAGOANO TEM A 3ª PIOR QUEDA DO PAÍS

Em novembro, o volume de serviços prestados no Estado recuou 3,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, diz o IBGE

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O volume de serviços prestados aos consumidores alagoanos recuou 3,9% em novembro de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a terceira maior queda do País, segundo os dados. O Mato Grosso registrou a maior retração, com 13,2%, seguido do Amapá, cujos serviços recuaram 4,2%. Na comparação com outubro, o setor de serviços alagoano avançou 0,5%. Já no acumulado do ano, os serviços prestados em Alagoas registram queda de 5,4%, a quarta maior do País - apenas menor que o Acre, que recuou 7,1% no período, Mato Grosso (-6,6%) e Piauí (-5,6%). De acordo com o levantamento do IBGE, em novembro do ano passado, a receita nominal do setor de serviços em Alagoas recuou 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2018, e avançou 0,9% na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, no entanto, a receita do setor registra queda de 4,3%. Em todo o País, o volume de serviços mostrou variação negativa de 0,1% em novembro, interrompendo duas altas seguidas do setor em 2019. No mês anterior, a taxa registrou 0,8%, maior valor para a época desde 2012. Já em relação a novembro do ano anterior, serviços registrou crescimento de 1,8%, enquanto no acumulado de janeiro a novembro de 2019 a variação foi de 0,9%. O resultado de novembro pode ser explicado pelo recuo no setor de transportes, influenciado pela dificuldade no setor industrial, que acompanhou queda no transporte rodoviário de cargas. “Então, se há uma perda de ritmo na indústria, isso acaba impactando o transporte rodoviário de cargas”, disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE. O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registrou queda de 0,7%, pressionado baixa dos segmentos de transporte terrestre (1,6%), de armazenagem e serviços auxiliares aos transportes (1,1%) e de transporte aéreo (3,3%). Os outros recuos de novembro ficaram com serviços prestados às famílias (1,5%) e serviços de informação e comunicação (0,4%). O setor de serviços apresentou queda em três das cinco atividades pesquisadas. “O recuo em serviços de informação e comunicação foi em decorrência da diminuição de serviços na tecnologia da informação e da exibição cinematográfica. Outro recuo foi nos serviços prestados às famílias, relacionado ao hotéis e serviços de bufê”, disse o gerente da pesquisa. De acordo com o IBGE, as taxas foram positivas do mês de novembro ficaram com outros serviços (1,7%) e nos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%). Na análise regional, o volume de serviços recuou em 16 das 27 unidades da federação. O gerente da pesquisa Rodrigo Lobo viu o resultado como reflexo dos dois meses anteriores com registros positivos. "É uma acomodação dos últimos dois resultados. Tivemos setembro com alta de 1,5% e outubro com alta de 0,8%, acumulando 2,2% no período. Se analisamos de julho a novembro, o volume de serviços cresceu 2,9%", disse Lobo. As informações são da Folhapress.

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