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Tarifa de energia el�trica fica 27,17% mais cara

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EDIVALDO JUNIOR A partir de hoje, o consumidor alagoano vai pagar mais caro para acender a luz, ligar o microondas, ver televisão ou tomar uma ducha quente. Estes e outros hábitos que fazem parte do dia-a-dia dos 640 mil clientes da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) vão pesar mais 27,17% na conta de luz. O reajuste de tarifas foi autorizado, ontem, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para quatro distribuidoras do Nordeste: Cepisa, do Piauí (26,13%); Ceal (27,17%); Cemar, do Maranhão (27,39%) e Saelpa, da Paraíba (33,40%). Com o reajuste, a tarifa residencial da Ceal vai subir de R$ 0,211 para R$ 0,268 por quilowatt hora (kWh); a residencial na faixa de 30 a 140 kWh aumentará de R$ 0,184 até 0,233 por kWh e a residencial até 30 kWh subirá de R$ 0,071 para cerca de R$ 0,081. A taxa mínima residencial, baixa renda, hoje em R$ 2,16, deve aumentar para R$ 2,74. A mínima residencial de 30 até 200 kWh subirá de R$ 21,15 para cerca de R$ 26,89. O percentual anunciado ontem é praticamente o dobro do reajuste autorizado para a Ceal há exatamente um ano, na recomposição anual de tarifas. Em 2002, a variação foi de 14,65%. Ainda assim, os 27,17% está abaixo da recomposição solicitada pela Ceal à Aneel. ?Pedimos 32% porque esse seria o percentual ideal para a empresa melhorar os serviços para o consumidor e fazer novos investimentos?, resume o presidente da Ceal, Joaquim Brito, por telefone, de Brasília. ?A Aneel, no entanto, é quem decide, como determina nossa concessão, qual será o valor da tarifa?, completa. Compreensão. É o que Joaquim Brito pede ao consumidor. A revisão de tarifas, explica, é um processo para facilitar a missão da empresa de fornecer energia com qualidade. ?Esperamos que o reajuste não estimule a inadimplência. Em compensação, garantimos atender melhor a população e fazer novos investimentos. Recuperação Com atuação em 102 municípios, faturamento de R$ 35 milhões ao mês, a Ceal se recupera de uma grave crise financeira, provocada pela inadimplência (estimada em R$ 110 milhões) e queda no consumo, como herança do período do racionamento de energia. O presidente Joaquim Brito, há menos de quatro meses no comando da Ceal, aponta os caminhos para alavancar a empresa: a recomposição de tarifas, renegociação das grandes dívidas e redução do desvio de energia. ?Já iniciamos o processo de renegociação com a Casal, as prefeituras e algumas usinas de açúcar de Alagoas. Estamos bem avançados nesse sentido. Agora, na próxima semana, vamos conversar com o dr. Diógenes Tenório, do Tribunal de Justiça, para tentar acelerar a cassação das liminares que impedem a Ceal de cortar a energia de grande devedores?, afirmou. Outra ação que a Ceal vai intensificar é a ?caça-gatos?. Ontem, em Brasília, Brito conseguiu recursos de R$,15 milhão da Eletrobrás para a compra de equipamentos que detectam o desvio de eletricidade.

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