Economia
PIB cai 1,6% e mostra Brasil em recess�o
Rio - A economia brasileira entrou tecnicamente em recessão no primeiro semestre de 2003. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas do país) teve uma queda de 1,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB apresentou queda de 1,4%. Ambos os resultados são piores do que o esperado. No mercado financeiro, a expectativa era de queda de 0,5% no segundo trimestre. Além disso, o IBGE revisou a queda do PIB registrada no primeiro trimestre de -0,1% para -0,6%. Para a maioria dos economistas brasileiros e estrangeiros, dois trimestres seguidos de retração no total de riquezas produzidas por um país configura um cenário de recessão. A economia brasileira encolheu nos dois primeiros trimestres do governo Luiz Inácio Lula da Silva devido principalmente ao forte aperto monetário imposto pelo Banco Central para conter a inflação. No primeiro semestre do ano ficou praticamente estável, com uma pequena variação positiva de 0,3%, na comparação com o primeiro semestre de 2002. Contribuíram para esse resultado positivo o crescimento de 5,7% no PIB da agropecuária e 0,4% no setor de serviços. A indústria brasileira, no entanto, registrou uma queda de 0,5% no período. Dentro dos subsetores da indústria, a construção civil foi a única que teve queda, de 6,5%. Banco Central O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) avaliou, em sua última reunião, que a atividade econômica não se encontra em quadro recessivo. Apesar da utilização da capacidade instalada na indústria estar estabilizada em 80% e a taxa de desocupação estar em 13%, para o BC, ?não se trata propriamente de um quadro recessivo na atividade econômica?. De acordo com a ata da reunião do Copom, divulgada ontem, a desaceleração não é generalizada e atividades importantes, como a agricultura e a exportação, estão apresentando taxas de crescimento. A avaliação é de que as perspectivas para o desempenho da economia no segundo semestre do ano são melhores que as do primeiros semestre.